À nuvem charmosa e diversa
que zumbe depressa
em torno de versos
prefiro
o um.
O um maior que o todo.
Não
não sou eu
meu eu-lírico.
(Sou mais
ou menos).
Prefiro a sinceridade
do hoje
às promessas de amanhã.
Prefiro a realidade
do sorriso único
à todas as libertarieades.
Prefiro o presente!
Escolho
não só por mim
mas também assim
porque amor.
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
domingo, 10 de setembro de 2006
sábado, 9 de setembro de 2006
DA POLÍTICA NOSSA DE CADA DIA
Como é fácil
ser honesto
quando a propina é baixa...
(Fabio Rocha)
ser honesto
quando a propina é baixa...
(Fabio Rocha)
SÓCRATES ESTAVA CERTO
Eu não sei mais nada.
Não me perguntem porra nenhuma.
Estou aqui.
Você está aí.
E nada pode mudar
o espaço intransponível
que separa eu de mim
e você de você.
Imagine entre nós...
(Fabio Rocha)
Não me perguntem porra nenhuma.
Estou aqui.
Você está aí.
E nada pode mudar
o espaço intransponível
que separa eu de mim
e você de você.
Imagine entre nós...
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
PEDAÇO DO HINO NACIONAL
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
BATALHÃO DE CHOQUE
preciso achar um tempo
no meio do tiroteio
pra falar daquelas flores
daquelas flores caídas
daquelas flores abertas
nas calçadas da favela
colorindo rosa-choque
(sim, apesar de tudo, é primavera)
(Fabio Rocha)
no meio do tiroteio
pra falar daquelas flores
daquelas flores caídas
daquelas flores abertas
nas calçadas da favela
colorindo rosa-choque
(sim, apesar de tudo, é primavera)
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 31 de agosto de 2006
PAZ: A CHEGADA
A luz faz
muito silêncio
mas
a escuridão traz
revoluções e incêndios.
A luz celestial templária faz
ascensão de almas inexistentes
num céu de anjos tortos
e deuses julgadores mortos.
No entanto,
sozinho
no silêncio da luz da casa simples
além do tempo crono-lógico
a escuridão crepitante brilha
(perdida e recuperada).
(Fabio Rocha)
muito silêncio
mas
a escuridão traz
revoluções e incêndios.
A luz celestial templária faz
ascensão de almas inexistentes
num céu de anjos tortos
e deuses julgadores mortos.
No entanto,
sozinho
no silêncio da luz da casa simples
além do tempo crono-lógico
a escuridão crepitante brilha
(perdida e recuperada).
(Fabio Rocha)
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segunda-feira, 28 de agosto de 2006
ESTRELA DO CÉU DA BOCA
É tarde...
Lá fora as horas passam
no escuro.
Dentro em mim um anjo puro
deixa tudo claro.
(Fabio Rocha)
Lá fora as horas passam
no escuro.
Dentro em mim um anjo puro
deixa tudo claro.
(Fabio Rocha)
DESISTIDOS TÍTULOS
Vende 7 selos
grita no vermelho
sente o teu silêncio...
Sente o teu silêncio
olha quem vem nele
pára de correr.
Sente teu silêncio
no banco da pressa
olha o que se passa
natureza morta.
Sobe o teu olhar
sabe o teu olhar
sábio teu olhar
pra dentro.
(Fabio Rocha)
grita no vermelho
sente o teu silêncio...
Sente o teu silêncio
olha quem vem nele
pára de correr.
Sente teu silêncio
no banco da pressa
olha o que se passa
natureza morta.
Sobe o teu olhar
sabe o teu olhar
sábio teu olhar
pra dentro.
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 25 de agosto de 2006
HORIZONTE
Como escapar
de querer
o longe?
(Fabio Rocha)
de querer
o longe?
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 17 de agosto de 2006
MICROHIPOCRISIA
eu não vivo de comer alface
pelo bem dos animais
porque as planárias
também têm ideais
(Fabio Rocha)
pelo bem dos animais
porque as planárias
também têm ideais
(Fabio Rocha)
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DA INTERPRETAÇÃO DO SONHO
Era eu num barco.
Ao lado, uma baleia preta
enorme como meu desejo.
Cientistas tentavam
contê-la, entendê-la, estudá-la.
Eu a admirava.
E ela mergulhou
livre
se foi lentamente.
Virou noite
e uma mulher sem rosto me disse
que as baleias, antigamente
eram livres pra nadar nas estrelas.
(Fabio Rocha)
Ao lado, uma baleia preta
enorme como meu desejo.
Cientistas tentavam
contê-la, entendê-la, estudá-la.
Eu a admirava.
E ela mergulhou
livre
se foi lentamente.
Virou noite
e uma mulher sem rosto me disse
que as baleias, antigamente
eram livres pra nadar nas estrelas.
(Fabio Rocha)
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quarta-feira, 16 de agosto de 2006
EM SILÊNCIO
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