domingo, 17 de outubro de 2010

ROSNO PARA A LUA NUA

eu fronteiro o indizível
se tateio o impossível
que lentamente úmido
abre-se em sonhos sem rinite

voluptuosa vida visceral
e veludosa
(contenção explodindo limites)

declamo em versos antigos quase tristes
curvas futuras que sentirei em quente
(quando são)
reclamo cadafalsos enquanto Torquato nãos vãos
(menores)
sonho é pouco, incisivo fato de tanque:
quero sangue e carne e dente e ti-amante

(Fabio Rocha)

3 comentários:

danilo disse...

rosnamos todos, lobos ou cordeiros
buscando o inacessivbel
sonhando as escadas
loucidas
rumo ao flamejante reino
dos fazes de conta
a poesia
às vezes mar de rosas
às vezes merda & morta
é que nos guia:
cadê pasárgada, manuel?

abraços em poesia, fáb io!

Tatiana disse...

a poesia de um encaixa na vida do outro! belas palavras

Cria disse...

Uma expressão maravilha, Poeta, parabéns ! Meu carinho e o desejo de uma boa semana.