segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

MULETAS HIERÁRQUICAS

Derrubar prazerosamente falsos postos
colocados por nós
em sua altura solene
(longe demais).

Postes de apoio eterno
num caminho sempre torto sempre sem luz
sempre se desculpando pela falta...

O meu orgulho sorri
com o machado na mão.

(Fabio Rocha)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

NASCER

sincronicidades
e dor e raiva
prenunciam o novo

(que não nasce sem o ovo
quebrado)

(Fabio Rocha)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

USA

os USA
usam
o mundo

Sicko, de Michael Moore e sobre a necessidade urgente de Filosofia no mundo

Estava vendo o mais novo documentário de Michael Moore, "Sicko" (de 2007), baixado na internet em poucos minutos, e resolvi escrever algo aqui sobre ele. Recomendo, antes de tudo, qualquer filme do Michael Moore, até os que não vi... "Tiros em Columbine", particularmente sobre o tema do medo, achei genial. Mas o Sicko, é um choque já desde o início: um estadunidense de classe média acidentado costurando o horrível rasgo no próprio joelho na poltrona de sua casa para não ter que pagar um absurdo por tratamento médico.



Impressionante como nos habituamos a tudo, espectadores passivos do mundo, não nos revoltamos mais com nada, não achamos que podemos mudar nada, e, para ir mais fundo, penso que nos sentimos cada vez menos PARTE desse todo. No próprio filme, pessoas que trabalham no sistema doente dos planos de saúde dos EUA choram ao falar do emprego mas não largam os mesmos. Será que o nosso sistema atual não nos dá opção de sobreviver em uma atividade que pareça BOA se olharmos para ela de uma perspectiva filosófica? Mesmo que a renda caia, será que a felicidade de alguém só pode ser medida pelas cifras em sua conta bancária?

Caso pessoal: Eu mesmo, formado em administração de empresas, não sosseguei até mudar de área, mesmo vivendo com muito menos dinheiro... Mas sou muito mais satisfeito agora estudando Filosofia e "trabalhando" na criação de textos pro blog (ah, e poesia...), manutenção do meu site e webdesign para escritores. Isso porque, filosoficamente, me diga para que serve qualquer empresa? Qual o seu fim último? (Sem, claro, cair nas armadilhas de seus lemas internos que nunca correspondem à realidade). LUCRO, certo? Para quem? Para os seus donos ou sócios. Agora, sócios ou donos de empresas são pobres? Penso que não... Talvez haja exceções, (comentem suas idéias") mas eu tenho a ligeira impressão de que trabalhando para qualquer empresa você está simplesmente ajudando a CONCENTRAR AINDA MAIS RENDA. Ricos mais ricos e pobres mais pobres... Simples assim. Em troca disso, você recebe seu salário (de valor já calculado para não atrapalhar nos lucros, obviamente).

OK, talvez seja um ligeiro exagero... Mas e quando você trabalha ENGANANDO gente? Vendendo coisas que não precisam comprar? Vendendo cartões de crédito para se endividarem? Vendendo idéias para fazer pessoas comprar? Você já teve um olhar mais aprofundado sobre o que você anda, EFETIVAMENTE, fazendo no mundo de segunda a sexta, oito horas por dia?

Pior ainda: e quando a sua empresa MATA GENTE DIRETAMENTE para aumentar os lucros? É o caso das empresas que vendem os planos de saúde nos USA, desde que o governo deu a brecha para elas se instalarem (neoliberalistas de plantão, não percam esse filme). Moore, como sempre, nos choca e faz pensar.

(Outro post relacionado)

(Fabio Rocha)

P.S.: Enquanto a saúde dos estadunidenses se tornou esse lixo, alguns velhos hábitos históricos de seus governantes se mantiveram:

INVASÕES ESTADUNIDENSES PELO MUNDO
Por Alberto da Silva Jones (*), 08.03.2007

1846 - 1848 - MÉXICO - Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas.

1890 - ARGENTINA - Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos.

1891 - CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.

1891 - HAITI - Tropas americanas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.

1893 - HAWAI - Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA.

1894 - NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.

1894 - 1895 - CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.

1894 - 1896 - CORÉIA - Tropas permanecem em Seul durante a guerra.

1895 - PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.

1898 - 1900 - CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.

1898 - 1910 - FILIPINAS - As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas - 27/09/1901 - e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas - 11/15/1913) - 600.000 filipinos mortos.

1898 - 1902 - CUBA - Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.

1898 - Presente - PORTO RICO - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje 'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos.

1898 - ILHA DE GUAM - Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.

1898 - ESPANHA - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.

1898 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.

1899 - ILHA DE SAMOA - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.

1899 - NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).

1901 - 1914 - PANAMÁ - Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.

1903 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.

1903 - 1904 - REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.

1904 - 1905 - CORÉIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.

1906 - 1909 - CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.

1907 - NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.

1907 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.

1908 - PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.

1910 - NICARÁGUA - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.

1911 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil, invadem Honduras.

1911 - 1941 - CHINA - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.

1912 - CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.

1912 - PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.

1912 - HONDURAS - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.

1912 - 1933 - NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combater guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.

1913 - MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.

1913 - MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.

1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.

1914 - REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.

1914 - 1918 - MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.

1915 - 1934 - HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.

1916 - 1924 - REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante 8 anos.

1917 - 1933 - CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.

1918 - 1922 - RÚSSIA - Marinha e tropas americana enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.

1919 - HONDURAS - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.

1918 - IUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.

1920 - GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.

1922 - TURQUIA - Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.

1922 - 1927 - CHINA - Marinha e Exército americanos mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.

1924 - 1925 - HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.

1925 - PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.

1927 - 1934 - CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante 7 anos, ocupando o território chinês.

1932 - EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN - comandadas por Marti.

1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroschima e Nagasaki.

1946 - IRÃ - Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.

1946 - IUGOSLÁVIA - Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.

1947 - 1949 - GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.

1947 - VENEZUELA - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.

1948 - 1949 - CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.

1950 - PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.

1951 - 1953 - CORÉIA - Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul.

1954 - GUATEMALA - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.

1956 - EGITO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal.

1958 - LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.

1958 - PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.

1961 - 1975 - VIETNÃ. Aliados aos sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldaram a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas.

1962 - LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.

1964 - PANAMÁ - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.

1965 - 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.

1966 - 1967 - GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.

1969 - 1975 - CAMBOJA - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.

1971 - 1975 - LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnaita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.

1975 - CAMBOJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.

1980 - IRÃ - Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.

1982 - 1984 - LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.

1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio econômico de 4 anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.

1983 - 1989 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras.

1986 - BOLÍVIA - Exército americano invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.

1989 - ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.

1989 - PANAMÁ - Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.

1990 - LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria justificando a evacuação estrangeiros durante guerra civil.

1990 - 1991 - IRAQUE - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo. 1990 - 1991 - ARÁBIA SAUDITA - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.

1992 - 1994 - SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.

1993 - IRAQUE -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.

1994 - 1999 - HAITI - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.

1996 - 1997 - ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus onde a revolução congolesa se iniciou. Marines evacuam civis.

1997 - LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.

1997 - ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia para evacuar estrangeiros.

2000 - COLÔMBIA - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde").

2001 - AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.

2003 - IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.

Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidas invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da "democracia".

(*) Alberto da Silva Jones é professor da UFSC.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

MANIFESTO BLOGUISTA

rio da imprensa embrulhando peixe
enquanto a internet me deixa
chegar direto a quem lê

(Fabio Rocha)

*

Seguindo meu momento indignação contra a falta do NOVO no jornalismo, recomendo a leitura mais recente do Contraditorium (blog imperdível do Cardoso):

http://www.contraditorium.com/2008/02/19/manifesto-bloguista/

Trecho selecionado:

"Eu não quero brigar com o sujeito que fica acompanhando lista de mortos no acidente da TAM e ligando para a família das vitimas perguntando “como a senhora está se sentindo?”

O meu leitor também não quer isso. Esse trabalho burocrático a imprensa faz, muito bem."


(Fabio Rocha)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Corte - 10 anos de poesia - Fabio Rocha - editora Ibis Libris - Rio de Janeiro - 2004

Corte - 10 anos de poesia - Fabio Rocha


Meu livro Corte foi lançado em papel pela editora Ibis Libris em 2004. A editora foi a Thereza Rocque da Motta. Foi de uma coletânea com aproximadamente 120 poemas selecionados por mim mesmo, nos últimos 10 anos. Atualmente ESGOTADO, mas em 2022 achei à venda aqui na Amazon.

Autor(es): FABIO ROCHA
Capista: PAULO VERMELHO
POESIA BRASILEIRA
Páginas: 96
Formato: 14X21
Edição: 1ª
Idioma: PORTUGUÊS
Ano: 2004 

  • Resenha:
“CORTE”: A Magia da Poesia

O título é significativo: “Corte”. Ruptura, divisão. Ferimento... Muitas as leituras possíveis: costurar, alinhavar o que se pode construir, separar algo em partes, aparar.
Pois todas essas leituras e outras mais encontram-se no livro “Corte”, de Fabio Rocha. Mas como o livro ostenta um subtítulo “10 anos de Poesia”, creio que a melhor expressão seja a de um corte fechado, já suturado, à espera de um recomeço.
O autor, apesar de sua já intensa estrada poética (consta em seu currículo sete livros de poesia, sendo, a grande maioria e-books que podem ser conseguidos gratuitamente no site do poeta, “A Magia da Poesia”, um dos melhores deste incrível mundo eletrônico), devido aos intrincados caminhos da crítica literária, é, ainda, praticamente desconhecido nos meios literários, apesar de elogios à sua obra vindos por categorizados poetas contemporâneos, como Ricardo Alfaya, Elaine Pauvolid, Affonso Romano de Sant’Anna, Ítalo Moriconi, entre outros. “Corte” serve para contextualizar o trabalho deste jovem poeta carioca, formado em administração pela UERJ.
Toda seleção carrega em sua feitura algo de arbitrário, como o gosto pessoal de cada selecionador, por exemplo. Entretanto, quando ela é realizada pelo próprio autor, a missão, aparentemente mais fácil, pode se tornar mais difícil devido à proximidade do criador com a criatura, e tudo o que o envolve em paixão e emoção. É um risco que se corre. Ganha-se, contudo, porque a seleção mostra, assim, um pouco mais sobre o seu autor, inclusive sua linha criativa, suas principais referências pessoais e, no caso, literárias. Portanto, os “melhores poemas” de Fabio Rocha – vistos por ele mesmo – encontram-se, objetivamente, nesta coletânea, em boa hora vinda a lume, pela Íbis Libris.
A principal característica que se pode inferir aos seus poemas é que possuem unidade estilística, embora nem sempre ocorra unidade temática, talvez, justamente, por se tratar de um apanhado geral de toda uma obra. Todos os temas são válidos ao poeta, notando-se uma procura incessante da perfeição estilística, na busca da palavra certa, na eliminação do excesso. Como exemplos, o belo “A foto”: (...) Uma família fotografa o crepúsculo./ O mar diz que não caberá na foto.”(...) Ou, “Subúrbio”: “As pessoas na rua / aplaudem / as casas sem campainha.”
Essa depuração dos versos o leva ao poema curto – curtíssimo – quase haicais, às vezes correndo o poeta o risco de repetir-se ou mesmo cair na tentação dos trocadilhos ou do poema-piada, que tanto mal vêm fazendo à boa literatura. Mas Fabio consegue se salvar da tentação e em sua grande maioria a sua contundência traz à baila versos extremamente bem construídos, elaborados em técnica e forma, afastando-o daqueles que são meros fazedores de versos – e que, obviamente, nem sempre podem ser considerados poetas, na acepção primeva da palavra, ou seja, criadores.
Fabio Rocha dribla esses percalços e constrói uma poesia límpida e lírica, sem hermetismo para inglês ver, sem chavões, fazendo de seu “Corte” – e da seleção de seus poemas – uma divisão de fronteiras entre o passado e o futuro. Sabe que, depois dele, sua obra estará exposta, com todo o sangue, suor, dor e alegria que ela contém, e que os passos seguintes serão o da construção de uma nova arquitetura poética, com a mesma consciência pessoal e social, com seu olhar humanitário, como se o “corte” servisse, principalmente, para a desconstrução de um ser e o (re)nascimento de um novo, de um outro-mesmo, com iguais e imensas possibilidades. Afinal, como o poeta diz no poema dedicado a Cecília Meireles, “A poesia da rosa / é seu espinho”.
Que venham, portanto, novos “cortes”.

TANUSSI CARDOSO

Poeta, jornalista, Vice-Presidente do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro


(Resenha publicada no Jornal RIOLETRAS de maio de 2005)


  • Críticas:
"Maravilha!!!!!!! Um livro que reflete todas as nuances do SER humano! O melhor desse sensível poeta carioca está contido nessa obra! Com as bençãos de Drummond, Quintana, Gullar e todos os grandes mestres, Fabio Rocha emociona, diverte, alerta, "sacode" nossa "poeira sentimental". Recomendo este e todos os seus outros ("Tudo Pelos Ares", "A Magia da Poesia", "Na Medida do Impossível" etc.). "
Fábio de Souza Neto (opinião no site SUBMARINO, 26/01/2006)
"O seu 'Corte' mágico
recorta de um mundo estéril,
sem ser trágico,
o viço de uma poética fértil."
Paulo Emílio Matos Martins (e-mail de 11/01/2006)
"Sua poesia é clara, forte, corajosa, direta, surpreendente."
Artur da Távola (carta de 14/03/2005)
"Fabio, já estou na terceira (re)leitura do livro. Isso, em poucos dias. Foi (está sendo) mesmo uma incisão no cotidiano (com precisão cirúrgica). Com certeza, desse corte restará uma marca indelével na minha alma. Encantada."
Valéria Tarelho (mensagem no orkut de 20/04/2005)
"Corte é uma seleção poética feita pelo próprio autor, alusiva aos seus 10 anos de atividade literária. É uma síntese do melhor, da poesia forte, que sugere, que prende a atenção do leitor."
Luis Turiba, Gláucia Ribeiro Lira e Marcelo Lucena (Resenha publicada no site "Jardim de Poesias", do Ministério da Cultura - 2005)
LI SEU LIVRO CORTE ONTEM À NOITE. PARABÉNS, SÃO POEMAS SIMPLES E MUITO AGRADÁVEIS DE LER. UM ABRAÇÃO
Mano Melo (mensagem e-mail de 04/07/2005)
"Acabei de receber teu livro do Submarino! (...) Um beijo meu amigo, teu livro é uma fonte de onde jorram inexpugnáveis letras, belas, permeadas por prazeres de tua essência de poeta. Lindo! Parabéns."
Priscila Holanda (recado no orkut de 16/05/2006)
"POEMA NAVALHA
Um corte
nos olhos
de quem dorme."
Sérgius (poema de 07/2006)
Konban wa.
O que posso dizer?
O que posso dizer? Quando li "tenho sorte/ ao menos tento forte/ (mesmo que nem sempre acerte)/ fazer do ócio/ arte"... isso me tocou. Vi minha descrição (nossa?) em um espaço tão curto que me assustei!
Acho que o único livro de poesia que li inteiro sem ficar com sono. Excelente livro.
Moisés Shonin (crítica por email)
Para aqueles que ainda não conhecem, é do Autor Fábio Rocha, o livro chama – se Corte, e as poesias são belíssimas fazem refletir e algumas divertem ao mesmo tempo! É muito legal o livro tem Haicai, poemas curtos, longos para todos os gostos! Li o livro em 2006... vale a pena ler!
Letícia Coelho (publicado em 11/1/2008 no blog Mostra Plural )



ISBN-13: 9788589126410

ISBN-10: 8589126412
Ano: 2004 / Páginas: 96
Idioma: português
Editora: Ibis Libris

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

CASAS VAZIAS

é na véspera
das partidas
que me acho inteiro

(Fabio Rocha)


Série de fotos no Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

domingo, 10 de fevereiro de 2008

STELLARES

a saudade do carinho
(ensaio pra morte)
mostra-me a sorte
de haver estrela
parte do caminho

(Fabio Rocha)


Série de fotos no Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

NOSTALGIA

A meu avô

Num dia de chuva fria
Salvador achou silêncio
e me tocou música
de rádio de pilha.

Deixou ligadas
conversas
portas abertas
idéias do contra
e açúcar no fundo das canecas...

Outros temas.

Outros tempos.

(Fabio Rocha)


Série de fotos no Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

ABERTO

As garças
se acumulam
nas poças
mais sujas...

Cavo lembranças boas
antigas
maternais
e acho meu pai
contando contos de fada no escuro
e os pais de meus pais
brincando pelo prazer de brincar
e sorrindo apenas
pelo meu sorriso.

(Fabio Rocha), entre RJ e BH


Série de fotos no Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ.

"JANELA, PALAVRA LINDA"

Para Adélia Prado

O grande mundo
lê jornais e revistas
se olvidando de criar Deus
e adivinhar a maciez desses montes verdes...

Acadêmicos palestram
para eles mesmos
no auditório 34
enquanto a poesia
me pinga novamente
devagarinho
das lisas pedras pros rios.

Adélia, não enxergo teus peixes santos
e igrejas só me rimam beleza
do lado de fora...

No entanto,
sua bagagem,
seus amores, cores e águas
me transbordam as mãos.

(Fabio Rocha), entre RJ e BH


Série de fotos no Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ.