há um poema
enquanto o inverno goteja lento
o sol descendo no dourado
nuvens estupefatas com a imobilidade de tudo
num silêncio frio e calmo
há um poema enorme
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
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sábado, 18 de agosto de 2012
sábado, 17 de abril de 2010
CMB: RETRATO
o som do silêncio
tocando as folhas
de árvores esparsas
cavalos e garças
me olham
trovões
são aviões a jato
urubus à beça
quero-quero em pasto
borboletas brancas
sobrevoam sempre
sobrevoam leve
ruas afundadas
(Fabio Rocha)
tocando as folhas
de árvores esparsas
cavalos e garças
me olham
trovões
são aviões a jato
urubus à beça
quero-quero em pasto
borboletas brancas
sobrevoam sempre
sobrevoam leve
ruas afundadas
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 26 de março de 2010
ANJOS SÃO DEMÔNIOS
o céu é grande
e vou sozinho
o som do céu
é uma música antiga
um cheiro de antes
uma mulher perdida
que nunca houve
palavras
sagradas
esquecidas
na silhueta das árvores
o céu é grande demais
e longa
a vida
(Fabio Rocha)
e vou sozinho
o som do céu
é uma música antiga
um cheiro de antes
uma mulher perdida
que nunca houve
palavras
sagradas
esquecidas
na silhueta das árvores
o céu é grande demais
e longa
a vida
(Fabio Rocha)
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
EXCALIBUR
Chegou o final da guerra
e o silêncio amplia os campos.
Na beira do oceano
sem nenhum cavalo ou dragão
sinto o peso de Excalibur pela última vez.
Ela
quer
o
mar.
Deixo-a ir.
Seu vôo de giros e brilhos
parece lento e musical.
As águas se abrindo para recebê-la
levam também
(lavam também)
minha alma.
(Fabio Rocha)
e o silêncio amplia os campos.
Na beira do oceano
sem nenhum cavalo ou dragão
sinto o peso de Excalibur pela última vez.
Ela
quer
o
mar.
Deixo-a ir.
Seu vôo de giros e brilhos
parece lento e musical.
As águas se abrindo para recebê-la
levam também
(lavam também)
minha alma.
(Fabio Rocha)
domingo, 15 de março de 2009
SALTO
de mim ao céu
uma trilha de insetos estagnados
sem visíveis teias
caminho de veias
e sedes venosas
leveza ascende:
lilás
sobre o azul
(Fabio Rocha)
uma trilha de insetos estagnados
sem visíveis teias
caminho de veias
e sedes venosas
leveza ascende:
lilás
sobre o azul
(Fabio Rocha)
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
TEMPO PARA SI
Enquanto o mar por trás dos prédios rosna
e a brisa de sempre, sempre diferente, venta
gaivotas passam num céu rosado em câmera lenta
e frases complexas sem muito significado morrem.
(Fabio Rocha)
e a brisa de sempre, sempre diferente, venta
gaivotas passam num céu rosado em câmera lenta
e frases complexas sem muito significado morrem.
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 19 de junho de 2008
SONS DA MONTANHA
O zumbido
do silêncio
penetra
o ouvido
da cidade...
A verdade é o frio
do ar
do alto
que inventa
venta
purifica de vazio
qualquer excesso...
(Pinheiros acenam.)
A lareira crepita
sons de chuva
na floresta
antiga.
(Pinheiros acenam.)
(Fabio Rocha)
do silêncio
penetra
o ouvido
da cidade...
A verdade é o frio
do ar
do alto
que inventa
venta
purifica de vazio
qualquer excesso...
(Pinheiros acenam.)
A lareira crepita
sons de chuva
na floresta
antiga.
(Pinheiros acenam.)
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 10 de abril de 2008
REINVENTANDO QUINTANA - UM POEMA ERUPTIVO
em cada ponta de ilha imaginária
um vulcão
sobrevejo pássaros brancos de fumaça
e sinto que os passos passam
mas o vôo não
os passos nas pedras pesam
o coração dos muitos
seguidores de metas e futuros
mas lava quente
é rocha
no mar frio
ebulição
beijo de opostos
que liberta acima o fugaz
para ser pisada e lilás
triste, morna e fixa demais
só até a próxima explosão
(Fabio Rocha)
um vulcão
sobrevejo pássaros brancos de fumaça
e sinto que os passos passam
mas o vôo não
os passos nas pedras pesam
o coração dos muitos
seguidores de metas e futuros
mas lava quente
é rocha
no mar frio
ebulição
beijo de opostos
que liberta acima o fugaz
para ser pisada e lilás
triste, morna e fixa demais
só até a próxima explosão
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 11 de abril de 2007
AURORAS SEM OLHOS
Para Ivair
Antes do homem
já existia o belo
no planeta deserto.
(Fabio Rocha)
Antes do homem
já existia o belo
no planeta deserto.
(Fabio Rocha)
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
PONTAL
Pedra antes de tudo pedra
quantos infinitos
oceanos silenciosos
cheios de carinhos, algas e ostras
passaram sob ti?
E esse céu
pintado de auroras marginais
com sangue e vento
ornado de agora
desde sempre?
(Cresce verde em teus velhos musgos
e a noite vem enganar a todos
com a mudança)
(Fabio Rocha)
quantos infinitos
oceanos silenciosos
cheios de carinhos, algas e ostras
passaram sob ti?
E esse céu
pintado de auroras marginais
com sangue e vento
ornado de agora
desde sempre?
(Cresce verde em teus velhos musgos
e a noite vem enganar a todos
com a mudança)
(Fabio Rocha)
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