quero que a vida se abra
devagar
como for
como a flor que vier
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
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domingo, 10 de julho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
DANDARA
silencio tudo
pra fazer um poema com teu nome
com teus dezenove anos me olhando fixo
com teu corpo nesse uniforme
(todo meu nessa noite)
pois a vida
(essa sim, toda desconhecida)
continua premiando quem arrisca tudo
(Fabio Rocha)
pra fazer um poema com teu nome
com teus dezenove anos me olhando fixo
com teu corpo nesse uniforme
(todo meu nessa noite)
pois a vida
(essa sim, toda desconhecida)
continua premiando quem arrisca tudo
(Fabio Rocha)
sábado, 7 de maio de 2011
*
estar no céu
com ela loira e dúbia
ela perto e alta
ela nua e linda
loucamente lúcida
star no céu
com núbia
(Fabio Rocha)
com ela loira e dúbia
ela perto e alta
ela nua e linda
loucamente lúcida
star no céu
com núbia
(Fabio Rocha)
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domingo, 24 de abril de 2011
NÍTIDA
chovo de vez em água
sobre o lago envolto em pele
absorvo o sal na boca
observo o contrair da carne:
alma deliciosamente louca
(Fabio Rocha)
sobre o lago envolto em pele
absorvo o sal na boca
observo o contrair da carne:
alma deliciosamente louca
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
DIRECIONAMENTO
é preciso o caos
pra nascer a rosa
a rosa brota lenta
e carinhosa
a rosa
dos ventos
que vejo e invento
sob a sua
roupa cheirosa
(Fabio Rocha)
pra nascer a rosa
a rosa brota lenta
e carinhosa
a rosa
dos ventos
que vejo e invento
sob a sua
roupa cheirosa
(Fabio Rocha)
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
PROVAR O SEXO
acordo com sua rosa branca nas mãos estupefatas
leio em cada pétala um brilho, um deus e um renascer
(todo eu indubitavelmente vermelho luz)
(Fabio Rocha)
leio em cada pétala um brilho, um deus e um renascer
(todo eu indubitavelmente vermelho luz)
(Fabio Rocha)
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
BRANQUINHOS
os seios da poesia
(maravilhas macias)
são vastos
amor-róseos
querem explodir
a camisa fruta-cor
que os oprime
(Fabio Rocha)
(maravilhas macias)
são vastos
amor-róseos
querem explodir
a camisa fruta-cor
que os oprime
(Fabio Rocha)
sábado, 14 de agosto de 2010
LILITH
a lua negra
é a lua nova
nua
nua
te chamando perto
se chamando sua...
(Fabio Rocha)
é a lua nova
nua
nua
te chamando perto
se chamando sua...
(Fabio Rocha)
domingo, 8 de agosto de 2010
MENTE COM LEMBRANÇAS
quando a minha palavra toca
em teu corpo úmido
cavo
depois cavo mais fundo
até a mão - boba - tocar
num orgasmo
num segundo
o calor do brilho eterno
no centro do centro do mundo
(Fabio Rocha)
em teu corpo úmido
cavo
depois cavo mais fundo
até a mão - boba - tocar
num orgasmo
num segundo
o calor do brilho eterno
no centro do centro do mundo
(Fabio Rocha)
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
DO SONHO
ela era nova
fruto frágil proibido
pele tenra, doce escápula
mão imemorial vinda desde sempre
me cantou umas palavras lindas
me tocou até eu virar água
bebeu tudo
e nunca me disse seu nome
(Fabio Rocha)
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
FLORES E PÉROLAS
entre os teus seios
eu, cavalo sem asas
entro galopando vermelho
saio em brasas
(Fabio Rocha)
eu, cavalo sem asas
entro galopando vermelho
saio em brasas
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
PRA JULIA
outra forma de minhas mãos
tocarem suas coxas
é pelos versos
pelo inverso de sua pele
pela distância multiplicada por nada
proporcional a dentro
dentro de tanto branco
perto
dentro de leve
quente
dentro semente
dentro
(deliciosamente)
(Fabio Rocha)
tocarem suas coxas
é pelos versos
pelo inverso de sua pele
pela distância multiplicada por nada
proporcional a dentro
dentro de tanto branco
perto
dentro de leve
quente
dentro semente
dentro
(deliciosamente)
(Fabio Rocha)
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
quarta-feira, 17 de junho de 2009
NOVO QUENTE
domingo, 8 de junho de 2008
quarta-feira, 23 de maio de 2007
CAMINHAS DESLIZANDO A PERFEIÇÃO
"O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente." - Fernando Pessoa
Enquanto falas e não ouço
algo ininteligível
imagem e espelhos indizíveis que se vêem como visão espelhada
se cala perante o meu ver a tua boca
a tua boca de fenda reta
porém boca
lábios
lábios moventes róseos
no contorno da reta imóvel
rara
e reta.
Na verdade...
É tudo.
Tudo.
Tudo em ti
é
perfeição
lenta.
O ar em torno
o contorno
afetado
vagareia...
Quero
apenas
tudo.
Te mastigar com os últimos molares
e que me mastigues
sem dor nem pena
esquecendo belas teorias de amor sem posse
no instante em que esse outro te beija morno
rápido
acostumado
tendendo ao frio dos espelhos enigmáticos de que falas e não entendo
(rumino vulcões).
Mas...
Mastigar!
Mastigar agarrando sua santa pele branca
suas pernas belamente tortas (afinal, também humana!)
sim, competir, sim, brigar!
O não-ser é
ser mastigado
v i o l e n t a m e n t e
por sua vulva rósea alemã séria
que de tanto imaginar já provo
em minha boca molhada babando
a cada vez que seu olhar azul se esconde do meu
e me tem
e me teme
aumento
aumento quase do tamanho de entender o que dizes
mas seria uma perda de tempo
qualquer ato que não fosse
p-e-n-e-t-r-a-ç-ã-o.
(Fabio Rocha)
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente." - Fernando Pessoa
Enquanto falas e não ouço
algo ininteligível
imagem e espelhos indizíveis que se vêem como visão espelhada
se cala perante o meu ver a tua boca
a tua boca de fenda reta
porém boca
lábios
lábios moventes róseos
no contorno da reta imóvel
rara
e reta.
Na verdade...
É tudo.
Tudo.
Tudo em ti
é
perfeição
lenta.
O ar em torno
o contorno
afetado
vagareia...
Quero
apenas
tudo.
Te mastigar com os últimos molares
e que me mastigues
sem dor nem pena
esquecendo belas teorias de amor sem posse
no instante em que esse outro te beija morno
rápido
acostumado
tendendo ao frio dos espelhos enigmáticos de que falas e não entendo
(rumino vulcões).
Mas...
Mastigar!
Mastigar agarrando sua santa pele branca
suas pernas belamente tortas (afinal, também humana!)
sim, competir, sim, brigar!
O não-ser é
ser mastigado
v i o l e n t a m e n t e
por sua vulva rósea alemã séria
que de tanto imaginar já provo
em minha boca molhada babando
a cada vez que seu olhar azul se esconde do meu
e me tem
e me teme
aumento
aumento quase do tamanho de entender o que dizes
mas seria uma perda de tempo
qualquer ato que não fosse
p-e-n-e-t-r-a-ç-ã-o.
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
AMAR: QUEIMAR AMARRAS
tempestade tátil das mãos
(in)vento susurros certeiros
pele com fogo de dragão
e sabor dos nevoeiros...
(Fabio Rocha)
(in)vento susurros certeiros
pele com fogo de dragão
e sabor dos nevoeiros...
(Fabio Rocha)
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