o mundo é dos chatos
o mundo é dos crentes
o mundo é dos precavidos
o mundo é dos incompetentes
o mundo é dos puxa-sacos
o mundo é dos contentes
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
sexta-feira, 18 de junho de 2010
MISSÃO IMPOSSÍVEL - AMAR
quando você chegar
tão nova tão
antiga
soaremos a melhor cantiga
de ninar
e o mundo
se autodestruirá
em trinta segundos
(Fabio Rocha)
tão nova tão
antiga
soaremos a melhor cantiga
de ninar
e o mundo
se autodestruirá
em trinta segundos
(Fabio Rocha)
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terça-feira, 21 de julho de 2009
DA BUSCA REVISITADA
No fundo de toda agonia
o vazio do agora
que eu deveria
abraçar
e não buscar preencher
com algo de fora
desta poesia.
(Fabio Rocha)
o vazio do agora
que eu deveria
abraçar
e não buscar preencher
com algo de fora
desta poesia.
(Fabio Rocha)
terça-feira, 19 de maio de 2009
MANHÃ NO AP
Zeus
te proteja
da solidão inescapável intransponível iniludível
que o cachorro ao lado late
e o seu silêncio bate
na grade gris do tempo.
(Fabio Rocha)
te proteja
da solidão inescapável intransponível iniludível
que o cachorro ao lado late
e o seu silêncio bate
na grade gris do tempo.
(Fabio Rocha)
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sábado, 21 de fevereiro de 2009
PASSOS
Ruas vazias do Rio de Janeiro
por onde passo, num sol danado
e me escondo sombrio
de qualquer folia
sem máscaras.
(Fabio Rocha)
P.S.: Odeio festas.
por onde passo, num sol danado
e me escondo sombrio
de qualquer folia
sem máscaras.
(Fabio Rocha)
P.S.: Odeio festas.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
MÍSTICA
O que eu busco
é o mistério
a surpresa
o encantamento
a empolgação
a superação
a vontade
o desejo...
(Mas o que tenho mesmo é o mesmo,
e o medo de sair do mesmo
me mantém mesmo
no mesmo.)
No caminho
sonhei apenas comunhões
onde havia distâncias
e afastei muitos próximos
muito próximos
nos intervalos comerciais...
Percorri vulcões ortodoxos cheios de gentes
gargarejando nada
e cuspindo metas
a ditar caminhos...
Senti o grande martelo
quebrar algum sentido
e uns e outros mundos...
Sacolejei em vícios lúdicos
rastejei por ouro e futuro
sofri pelo passado deitado...
E hoje me vejo parado
e hoje me vejo sozinho
e hoje vejo
que talvez nunca
tenha conseguido ver
algo que não seja eu...
Afora isso,
sigo parado e sozinho,
com a quase certeza,
mesmo parado e sozinho,
de nada estar além do agora,
de tudo o que preciso
morar no instante,
no entanto,
intocável de tão perto.
(Fabio Rocha)
é o mistério
a surpresa
o encantamento
a empolgação
a superação
a vontade
o desejo...
(Mas o que tenho mesmo é o mesmo,
e o medo de sair do mesmo
me mantém mesmo
no mesmo.)
No caminho
sonhei apenas comunhões
onde havia distâncias
e afastei muitos próximos
muito próximos
nos intervalos comerciais...
Percorri vulcões ortodoxos cheios de gentes
gargarejando nada
e cuspindo metas
a ditar caminhos...
Senti o grande martelo
quebrar algum sentido
e uns e outros mundos...
Sacolejei em vícios lúdicos
rastejei por ouro e futuro
sofri pelo passado deitado...
E hoje me vejo parado
e hoje me vejo sozinho
e hoje vejo
que talvez nunca
tenha conseguido ver
algo que não seja eu...
Afora isso,
sigo parado e sozinho,
com a quase certeza,
mesmo parado e sozinho,
de nada estar além do agora,
de tudo o que preciso
morar no instante,
no entanto,
intocável de tão perto.
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 12 de junho de 2008
TER SOL
Está cedo
tenho sol no olho
mas cedo:
só sinto dor em casa.
Lá fora, há aqueles outros
de que fujo comigo (e de mim)
mas sem eles
todos
muitas vezes
o sol que tenho no olho doido
dói mais doído.
(Fabio Rocha)
tenho sol no olho
mas cedo:
só sinto dor em casa.
Lá fora, há aqueles outros
de que fujo comigo (e de mim)
mas sem eles
todos
muitas vezes
o sol que tenho no olho doido
dói mais doído.
(Fabio Rocha)
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sábado, 9 de junho de 2007
FASES
eu tranco a porta
e falo de árvores
enquanto a cara de madeira
expressa o nada
(Fabio Rocha)
e falo de árvores
enquanto a cara de madeira
expressa o nada
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 6 de junho de 2007
UM POEMA NO SHOPPING CHEIO
não gosto de lugar cheio
não gosto de barulho
não gosto de ser burguês
não gosto de ser humano
(mas preciso deles)
(Fabio Rocha)
não gosto de barulho
não gosto de ser burguês
não gosto de ser humano
(mas preciso deles)
(Fabio Rocha)
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