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domingo, 16 de setembro de 2012

para Rebeca

o poema nasce
da fome de sentido

- meditaste, menino?

o poema infindo
lindo de ser e não sendo
somos nós sorrindo e sofrendo
na vida que vamos
(exatamente)
vivendo

(Fabio Rocha)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

o meu amor lê Carta Capital
cá bem debaixo da omoplata esquerda

às vezes sonhamos
às vezes tememos
o final
dobrando a esquina das certezas…

mas seguimos
rindo
todas as forças da natureza

(Fabio Rocha)

terça-feira, 15 de maio de 2012

o que se perde

começar um poema pelo fim 
sim pelo não 

...

pele, mão transformada em pó 
de dia de noite de tempo de 
lento falecer que não falece 

face leve de prece 

...

cair em todas as armadilhas 
conscientemente 
mentir certezas 

pizza que não houve 

calabresa 

... 

predador preso 
pela presa 

(Fabio Rocha)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

dos anjos

te amo quando faltas
e em parte pelo medo de faltares
não te amo inteiro
quando perto do peito bates

ou me engano que não amo
e tu partes por terras mais altas
e tu faltas
em pele, em pano

mas te amo nessas notas
(imperfeitas)

te amo sem palavras
te amo sem derrotas
na música que não acaba
em linhas tortas

(Fabio Rocha)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

chora não... segue em paz

sorrio você quando como um chocooky
às 4 da manhã
e saio pro trabalho por outro caminho...

sorrio de mim
quando vejo o sentido da vida
na calça jeans da menina adiante

é preciso sorrir pras alvoradas de Cartola, meu amor...
a dor passará
leve, breve
passarinhos, passaremos...

(Fabio Rocha)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

poema à estudante

estuda na biblioteca
depois do almoço

silêncio

o pescoço cansa
a barriga pesa
a cabeça dança

dorme sobre os livros
porque precisa passar

(sem saber
que precisamos apenas
precisar)

(Fabio Rocha)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

um anjo

(Para Rebeca dos Anjos)

me deixou um beijo bom
e batom na bochecha
entrou no ônibus
para nunca mais
ah, meu Deus
certo ou errado,
que eu tenha deixado algo bom
mais do que tirado

(Fabio Rocha)

domingo, 18 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

MARÉ (PROMESSA)

amar é
e arde
sem porquê
se e somente se
queimar-se como fim
que sendo fim
não finda

e todos os monstros, linda
tem mesmo que ter
brotando do ralo que pinga
do acaso, de Netuno, da impossível moringa
pra abastecer o peito negro de dor

cato os cacos de caos e casos passados
enterrados em jamais
pois ainda podem se juntar em luz
e risos de coringa

novos céus
(meus e seus)
sobre arco-íris
azuis

( Fabio Rocha )

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

AVESSO EM VERSO

sou chato
não gosto de festas
não rio de piadas
não ligo pra futebol

mas danço alto
e respingo o céu com arte
se te vejo suave
ouvindo chico buarque

(Fabio Rocha)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O TODO

gosto de luiza
fugindo em desenho
longe e alta
maçã proibida
banhada em luz e cor...

e o fogo de lu
alma gêmea possível
consciente de mim
presente tão longe e rara
lembrança do perto, carmim
tão mais do que perto
tão mais que futuro
tão mais do que certo...

e o sonho de amanda
(perfeição em conjunção total)
voz calma no telefone
com a graça de não saber
tudo que é
(sonho
de amor perfeito
eternamente adiado)...

e a precisão de lara
onde a palavra delira
e o olhar se ampara...

e a webcam de tati
a webcam no quarto de tati
onde sem palavras
me aproximo do bom infarto...

e o cinema com nathalia
ismália que não enlouqueceu

e o sorriso de bruna
nascendo sol
nas primeiras horas
das manhãs reais...

e o sotaque de estela me lendo...
e a altura de polyanna voando...
e a inteligência de laila tinindo...
e o beijo de lucyana pulsando...

e os emails de lu
e as piadas de carla
e modo de amar de letícia
e a elegante filosofia de talita
e toda a infinidade de delícias...

(nunca me senti tão nu
perante o instante.)

e agora me desfaço
me despeço
e confesso:
nenhum laço
quero nenhum laço
pois meu pacto de aço
é com o presente, esse mormaço
onde o todo brilha sutil
onde na paz me encaixo
em nome de todas
no nome de todas
as únicas
futuras.

OS ESCAFANDRISTAS VIRÃO DE ÔNIBUS


você levanta o apoio do braço
e espera por mim
com seu sorriso mais seu

depois escolhe Chico Buarque
e vamos assim
unidos pelos versos
tudo absolutamente erótico

sobre teu colo saltitante
só vejo a baía
a glória do horizonte
sem beco nenhum

nos dois braços que se tocam
desnudos
me perco em perfume
pele com pele
celebrando mínimos contatos

tatos de manhãs sorrindo

se as pernas se alisam suave
meu solto olhar cobre seus seios
(manto de desejo)

mas o tecido do decote era vermelho
e todos os meus touros tolos
freiam as mãos

não se afobe não...

meu casaco
abraça o que não posso

(Fabio Rocha)

À LOIRA DESCONHECIDA


eu vejo é a loira
escrevendo na escada de Santa Cruz

fodam-se os cães sem pluma
os mendigos sem rumo
as pessoas indo trabalhar como robôs

eu vejo é a loira
escrevendo na escada de Santa Cruz
e não posso

eu vejo é a loira
escrevendo na escada de Santa Cruz
preso dentro desse ônibus eterno

eu vejo é a loira
escrevendo na escada de Santa Cruz
e aposto que são poemas de amor

aposto que são poemas de amor
porque a amo

(Fabio Rocha)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

ESCUTA, CARLA BARBOSA

os mais perdidos
são os sãos
com metas para daqui a cinco anos
e um agora em vão

(Fabio Rocha)