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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

para Bruce Lee

não imite
não irrite
siga o punho:

não há
limite

(Fabio Rocha)


"(...) E sempre impuser limites ao que faz, fisicamente ou de qualquer outra maneira, isso vai se disseminar por todos os outros setores da sua vida. Vai atingir seu trabalho, sua moralidade, todo o seu ser. Não há limites. Há patamares, mas não podemos parar neles, precisamos ir além. Se morrer; Morreu. Todo homem precisa se exceder constantemente (...)" (Bruce Lee)

(...) Bruce Lee afirmou que a luta servia apenas como uma metáfora para os seus ensinamentos. Frequentemente influenciado pelo BudismoTaoísmo, e pelo Krishnamurti. Mesmo assim, Bruce Lee afirmava que não acreditava em Deus e nem possuía uma religião. (...)


Leia o texto completo no Papo de Homem. Achei genial. Lembrei também de Nietzsche, que considerava o pensar como movimento do corpo, e do poeta Guerra Junqueiro, em sua anti-religiosidade e de minha própria fascinação pela luta, Filosofia e arte, que se misturam de quando em vez em poemas mais revoltados. Minha forma de lutar. :)

( Fabio Rocha )

sábado, 9 de abril de 2011

ACEITO

o amor vem
o amor vai
(e depois de amanhã é segunda, né, Drummond?)

te mostrei o Pontal, ao menos
e guardei uns carinhos no peito

aceito a ida
e a vida

desejo paz

(Fabio Rocha)

quinta-feira, 24 de março de 2011

NIETZSCHIANO NÚMERO 9

me pego
cansado
às vezes
caminhando sozinho
descaminhos
por minha hora mais negra
quase feliz

e se toca aquela música
meus inícios brilham
com a pureza do ápice
e a dureza do fim...

meu fantasma, minha dor, meu amor,
nessas horas estranhas
tenho medo de mim!

(Fabio Rocha)





terça-feira, 22 de março de 2011

AO DEUS DAS SINCRONICIDADES E BELAS MELODIAS

deixo a música seguir aleatória
tal qual a vida, incontrolável
e vem justo a gymnopedia (rima intolerável)

meu pensar se volta
para ela, longe e perto
e nada poderia ser mais certo
do que o telefone tocar

(Fabio Rocha)

segunda-feira, 21 de março de 2011

LINHA 2033 (ANTIGA 1133)

Obama
e seus helicópteros com uma ou duas hélices cheios de armas
e seus navios cheios de armas
e seus soldados cheios de armas
só atrapalham o trânsito em Copacabana

do alto da Niemeyer
o que olho é a costa
abraçando a rocha
moldando-a
soltando seu limo
num redemoinho de caos
lume
devir
espuma

o que vejo é afago
afeto
oxigenação de águas
purificação de pedras
vida borbulhando beleza

(Fabio Rocha)



quarta-feira, 9 de março de 2011

ÁGUA

A estrada que traz é a mesma que leva.
Mesmo lavada na chuva finda.

Dorme em paz, linda:
Por descuido, te cuido.

(Fabio Rocha)

sexta-feira, 4 de março de 2011

WHATEVER NÚMERO 2

é tempo
de finalmente

meu olhar
põe
cada coisa em seu lugar

sem arcabouços de planos
pesos de metas
esforços tremendos
fingimentos ou pressas

é tempo de celebrar
o que vier
o que for

(Fabio Rocha)





sábado, 26 de fevereiro de 2011

LOUCO?

cada ruga em meus olhos
não aceita
pouco

(Fabio Rocha)

BOLA PRETA

a câmera olha
na esquina
o carnaval de rua
que não começou

(eu olho o relógio
querendo sair logo daqui
antes que comece)

(Fabio Rocha)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

GUIA PRÁTICO DA SEPARAÇÃO DOLOROSA (A PEDIDOS)

1 - Nunca confie em guias normativos metodicamente elaborados, principalmente numerados;
2 - Teve algo bom, muito bom. Admita e tente se lembrar apenas disso;
3 - Quanto mais doer, melhor você se transformará;
4 - Se tiver raiva, use essa energia para impulsionar sua mudança e expansão;
5 - Se tiver pensamentos obsessivo-racionalizante-analíticos do que deu errado, lembre-se de usá-los apenas para não repetir tudo exatamente igual no próximo relacionamento, sem torturar-se;
6 - Olhando com bons olhos, verá que nada deu errado. Aceite. Entregue. Confie. Abra-se ao que vier;
7 - Curta a fase boa que é estar solteiro, a deliciosa imprevisibilidade das noites de sexta-feira, a liberdade ampliada, as estrelas olhando você caminhando apenas sobre seus dois pés, as infinitas possibilidades se abrindo na estrada adiante;
8 - Experiencie e curta com mais paz seus amigos (se perdeu todos, novos virão...);
9 - Seja seu amigo;
10 - Deixe ir leve o amor, sorrindo pra vida que vem. Tudo - tudo mesmo - muda, flui, passa, morre... E isso é belo!

(Fabio Rocha)

domingo, 31 de outubro de 2010

COM SAL



para que ficar cultivando ou freiando
esse amor morto
amor morno?

não posso me guiar por argumentos
mas por intensidades...

não importa o final
desde que comece
(muda a mente)
mutuamente
e seja abissal!

pra que me esforçar cultivando vulcões fracos
possíveis
futuros
(talvez quem sabe)
se na lembrança do que já vivi
sei que podemos ser
infinitos sóis?

sim, há dor quando há fogo e força...
mas se você só quer estabilidade e segurança, meu amor,
morra.

(Fabio Rocha)




OBS: Texto tudo a ver de Osho - Por que fazer concessões?

sábado, 2 de outubro de 2010

MELINDA E MELINDA (A ENCRUZILHADA)

11:11

minha poesia
se afia
no novo

estranho infinitamente
o novo homem
que os novos amigos
vêem
dançando com bocas vida afora
subindo e descendo
abismos e paixões infindáveis
executando planos de não planejar

eles não acreditariam
em minha origem silenciosa

sempre fui introvertido
tímido
calado
mesmo agora
no meio do caos
no centro
do epicentro da vida
quando dentes
e bocas
e vozes demais
me mastigam
há uma pausa
de quando em vez
no auge do momento de maior riso
me vem aquela seriedade de Batman
aquela falta de agora
vontade de janelas escapatórias
de olhar o nada
e o mais estranho é que não tem nome de mulher a falta
não tem nome de nada
me aceito poeta melancólico
e é quase um carinho e um reencontro
naquelas noites
quando a cidade geme de gente
em som e fúria
naquelas noites
eu caminho pros cantos
devagar quase parando
volto a ser meu porto
e no sereno
serenamente
o silêncio me acolhe

(Fabio Rocha)

LUZES DA CIDADE

sexta-feira santa
star perdido entre amigos

Copacabana se abre em lua

prédios antigos
janelas infindas de solidão nelas
nenhuma mulher nua
(os poetas que chorem a falta que passa dos vidros)

no entanto
no encanto da sexta-feira imprevisível
sob uma igreja
sobre um shopping que tem um puteiro e uma loja de antigüidades
um batuque acorda
acode
sacode a minha tontura:
tudo se pode

tudo é molde
pra se acabar em pizza
ou em samba

(Fabio Rocha)

sábado, 11 de setembro de 2010

RUÍNAS DO SOL

arruinar o sol no plexo
despedaçar o nexo
despencar do máximo
sonhar não mais sonhar

é preciso lirismo
precioso abismo
fogueira de facas
arder
escombro, pó, cinza
pro vermelho renascer

(Fabio Rocha)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

MUNDO DÁ VOLTAS

voltei
meu braço esquerdo voltou
minha poesia

vou voltar
valsar na rua
a lua aquecendo em leão
volver

sem meditação
nem medicação
não sem mate

(não se mate, Carlos)

não se meta
com a boca sonhando doce grito:
- Liberdade!

porcelanas em pele
me chamam em chamas
quente voltarei
vermelho sangue

(Fabio Rocha)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ATRAVÉS DA MULHER

"Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema."

(Cora Coralina)

um passarinho na gaiola
me pensa

a borboleta distraída
por estar distraída
sabe a sabedoria das árvores

sem finais felizes sem lagartas sempre no instante

verde

um riacho me ri
(é raso, Heráclito)

através da mulher
o Ser me brilha tal qual a nona de Beethoven
(confesso fatigado, entre Osho, Raul, Manoel e trocentos desloucos que me soul)

é que através do viés
da curva no tato
me perco em mim, em eu, em tão pouco
que desfaço meu iluminar tão tênue

cresce no peito
a palavra
Minha

combato a sagrada luta de espadas
contra o eu
e mais ainda
contra a unha
da palavra única Minha
só Minha

a palavra Minha
é mínima
e restringe o todo a uma

o todo é um
mas é mais que só
é mais que a soma de tudo
é mais que matemática e contrato

as pessoas são pessoas são pessoas são pessoas são pessoas

no fogo
meu eu se desfaz em musgos e liquens
cada vez que respiro fundo e calo a boca de palavras tais quais essa
cada vez que salto e vôo e vou e Caio

eis que no instante mágico
em que destropecei sem medo de tropeçar
fui sem pensar em ir
boiei em vez de nadar
todas as floras da primavera me abrem
ergo mares íntimos e Netuno molhado se espanta
escrevo dragões com lápis cego
arrisco tudo
tenho epifanias com roseiras
aceito rosa e espinho
ouço a nona
e finjo fingir ser o último mestre do ar

você consegue
neste mundo de peso
vir comigo voar?

(Fabio Rocha)



OBS: Não agüentei os sete dias sem fazer poemas. Nem foi um exercício consciente de contradição... ;)



OBS 2: Quem me fotografou foi Fátima Nascimento, em Atafona, São João da Barra, Rio de Janeiro, onde o mar e o devir vencem o homem e sua mania de perenidade desde os anos 70:





OBS3: Leia se for ciumento. :)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O MAGO

o poema
me nasce
o sol

a carta
do dia
sou

(caos calmo)

no mar cheio
de possibilidades
não desistir
em âncoras

sobre a cabeça
pesa leve
o infinito

(Fabio Rocha)





OBS: Foram dois poemas da mesma conversa marítimo-seresteira-filosófica. Esse é o do meu amigo: http://hajabossa.blogspot.com/2010/07/ancora.html

sábado, 19 de junho de 2010

PENSE AZUL (HADOUKEN)

música alta saindo do nada
olhos fechados para ver tudo

o mar
a vontade
a água

onda
quando do momento da onda
e-x-a-t-a-m-e-n-t-e
nem antes
nem depois

círculo símbolo infinito
o equilíbrio do desequilíbrio
roda da fortuna nas mãos de um homem
o controle do incontrolável
todo uno
raios
nada impossível

UM GRITO!

(criação)

(Fabio Rocha)

BUDISMO?

quero matar com uma lança
toda e qualquer espera
toda e qualquer esperança

(Fabio Rocha)