Ludmila:
minha língua dança
em teu nome
sorrio de mim
tudo tão rápido
ah, quantos momentos perfeitos
quantos encontros sem fim
de almas ou guaxinins
pode haver nesse universo cósmico
mágico
sincrônico
holístico
apócapo?
sua voz é tão bonita
falando palavrão...
sorrio de minha pressa
da minha idade
da minha empolgação padrão
e vislumbro a obviedade da vida:
tantas maiores paixões seguidas
coincidentemente depois da maior porrada
você é esperta, Ludmila...
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
terça-feira, 15 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
ÚLTIMO PASSO
sim, poetas têm muita imaginação...
(o problema ou a solução?)
por isso criam
(e conquistam)
chega da coisa adiada:
abram as cortinas
desçam as canetas
subam as espadas
pois muito bem
não havia quase facas
nas mãos para trás dessa dança
quase
(sempre há facas quando afagas)
não era o momento errado
não era o tempo errado
não era o vento errado
era a pessoa errada
(sempre é a pessoa, não os detalhes)
você não lê
e não é Ela
(não há Ela?)
mas dançamos
dançamos bem até
enquanto éramos música
houve uma dança ao menos
quando eu quis o impossível
consegui o improvável
e acordei com o insuficiente
(cabeças ao alto!)
bla bla bla
clap clap clap
fechem as cortinas
fechem as cortinas
a poesia da coisa jaz aqui
mas
a poesia é a coisa que me faz
a Poesia é o que amo mais
(e você não lê)
(Fabio Rocha)
(o problema ou a solução?)
por isso criam
(e conquistam)
chega da coisa adiada:
abram as cortinas
desçam as canetas
subam as espadas
pois muito bem
não havia quase facas
nas mãos para trás dessa dança
quase
(sempre há facas quando afagas)
não era o momento errado
não era o tempo errado
não era o vento errado
era a pessoa errada
(sempre é a pessoa, não os detalhes)
você não lê
e não é Ela
(não há Ela?)
mas dançamos
dançamos bem até
enquanto éramos música
houve uma dança ao menos
quando eu quis o impossível
consegui o improvável
e acordei com o insuficiente
(cabeças ao alto!)
bla bla bla
clap clap clap
fechem as cortinas
fechem as cortinas
a poesia da coisa jaz aqui
mas
a poesia é a coisa que me faz
a Poesia é o que amo mais
(e você não lê)
(Fabio Rocha)
ACONCHEGO
pela poesia de líria
deliro os grilos nos armários
que teciam noites com som de perenidade
de dentro de dentro de dentro da casa da minha vó
(Fabio Rocha)
deliro os grilos nos armários
que teciam noites com som de perenidade
de dentro de dentro de dentro da casa da minha vó
(Fabio Rocha)
ACALANTO
sob o seu sorriso
sob o meu sorriso
minha mão sem máscara
busca a sua
(Fabio Rocha)
sob o meu sorriso
minha mão sem máscara
busca a sua
(Fabio Rocha)
ZEN
o que for
deixar ser
o que não ser
não for(çar)
(Fabio Rocha)
deixar ser
o que não ser
não for(çar)
(Fabio Rocha)
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domingo, 13 de junho de 2010
FESTAS DE SÃO JOÃO EM HIGIENÓPOLIS
eu jogava pedras com meu avô
no rio onde hoje passa
a linha amarela
sob balões
e canções
com pressa e progresso
encanaram o rio
e acabaram as festas
restaram
as lembranças
e os tiros
(Fabio Rocha)
no rio onde hoje passa
a linha amarela
sob balões
e canções
com pressa e progresso
encanaram o rio
e acabaram as festas
restaram
as lembranças
e os tiros
(Fabio Rocha)
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sábado, 12 de junho de 2010
DOIS NUM
ela e eu.
ela é eu.
já era.
(Fabio Rocha)
ela é eu.
já era.
(Fabio Rocha)
CÉUS
te cantei tão alto
que perdi a voz
e ganhei asas
(Fabio Rocha)
que perdi a voz
e ganhei asas
(Fabio Rocha)
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
ANTIPOÉTICA
já não desejo o saudável
e trôpego tusso e troco
o ácido ascórbico
por seu iogurte importado com polpa
que não me poupa da acidez
de te querer tão gástrico
(Fabio Rocha)
e trôpego tusso e troco
o ácido ascórbico
por seu iogurte importado com polpa
que não me poupa da acidez
de te querer tão gástrico
(Fabio Rocha)
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
CONSTATO
tenho tanto amor a dar
mas tanto, tanto
que dou azar
(Fabio Rocha)
mas tanto, tanto
que dou azar
(Fabio Rocha)
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UMA CERTEZA:
seguirei
fazendo
poemas
(Fabio Rocha)
fazendo
poemas
(Fabio Rocha)
MEUS TRINTA ANOS
a certeza insana
de não ter vivido nada
enquanto a decrepitude
decreta:
não viverás muito mais
(Fabio Rocha)
de não ter vivido nada
enquanto a decrepitude
decreta:
não viverás muito mais
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 9 de junho de 2010
AS ALMAS QUE SE FODAM
quero
comer-te
a carne
(Fabio Rocha)
comer-te
a carne
(Fabio Rocha)
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
?
quem poderá salvar
o herói
de si mesmo?
(Fabio Rocha)
o herói
de si mesmo?
(Fabio Rocha)
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domingo, 6 de junho de 2010
QUE A ESTRADA SE ABRA A NOSSA FRENTE
(Para Ela)
saltar do pico mais alto
na hora máxima
(lágrimas do vento)
a surpresa do vôo
a dor do último poema
asas
fogo
penas
apenas
boas
lembranças
(Fabio Rocha)
saltar do pico mais alto
na hora máxima
(lágrimas do vento)
a surpresa do vôo
a dor do último poema
asas
fogo
penas
apenas
boas
lembranças
(Fabio Rocha)
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