Atentado na Araucária Argentina
mata mais de uma pessoa.
Homem-bomba aterroriza cidade sueca
ao lutar contra Homem-pássaro
sem cuidado com a rima.
Terremoto na Antuérpia
deixa soterrados mais de um trilhão
de toupeiras.
Menino preso
na geladeira
come o próprio
pé.
E nos esportes...
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
sábado, 17 de maio de 2008
quarta-feira, 14 de maio de 2008
PARA IVAIR
Filosofia é poesia
vida
e não classificologia antiga
de conceitos mortos.
Nas ilhas gregas
morreram
todas as verdades.
Pálpebras de pedra
fecham a noite
e abrem sorrisos.
O que quer o poeta?
A fogueira crepitante
da anomalia
queima
o ismo estabelecido.
Fogo chama Heráclito.
O que quer o filósofo?
- Ir além!
(Fabio Rocha)
vida
e não classificologia antiga
de conceitos mortos.
Nas ilhas gregas
morreram
todas as verdades.
Pálpebras de pedra
fecham a noite
e abrem sorrisos.
O que quer o poeta?
A fogueira crepitante
da anomalia
queima
o ismo estabelecido.
Fogo chama Heráclito.
O que quer o filósofo?
- Ir além!
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 9 de maio de 2008
UMA HOMENAGEM AO ARTUR DA TÁVOLA
ele apenas uniu
política e música
através da beleza
(Fabio Rocha)
Partiu mais uma dessas pessoas que vai fazer falta ao nosso mundo: Artur da Távola. Mesmo com a saúde abalada, continuou do alto de seus aos 72 anos, gravando aquele programa maravilhoso, "Quem Tem Medo da Música Clássica", que ensinou novos níveis de percepção da música a muita gente e, particularmente, me foi uma deliciosa companhia durante anos nas manhãs de sábado e domingo. Continuou também escrevendo, e enviando suas crônicas semanais por e-mail, sucintas e precisas (aliás, ele nunca deixou de me responder um e-mail sequer...). Na última, de ontem (8/5/2008), ele conclui assim: "Amor não clama nem reclama: amor dá." E foi isso que Artur fez, até o último dia, dividindo sua cultura, ensinando, criando, inspirando... Continuou e continuará sempre a ser um exemplo a admirar e a ser seguido.
Site do Artur: www.arturdatavola.com
(Fabio Rocha)
política e música
através da beleza
(Fabio Rocha)
Partiu mais uma dessas pessoas que vai fazer falta ao nosso mundo: Artur da Távola. Mesmo com a saúde abalada, continuou do alto de seus aos 72 anos, gravando aquele programa maravilhoso, "Quem Tem Medo da Música Clássica", que ensinou novos níveis de percepção da música a muita gente e, particularmente, me foi uma deliciosa companhia durante anos nas manhãs de sábado e domingo. Continuou também escrevendo, e enviando suas crônicas semanais por e-mail, sucintas e precisas (aliás, ele nunca deixou de me responder um e-mail sequer...). Na última, de ontem (8/5/2008), ele conclui assim: "Amor não clama nem reclama: amor dá." E foi isso que Artur fez, até o último dia, dividindo sua cultura, ensinando, criando, inspirando... Continuou e continuará sempre a ser um exemplo a admirar e a ser seguido.
Site do Artur: www.arturdatavola.com
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 24 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
PHYSIS
A asa da borboleta amarela
me dói ao cair
no entanto verdes lagartas
escalam o prédio antigo
cinza
e preenchem vidros quebrados
com crisálidas de tábua.
Crianças atiram pedras
no prédio impassível de meu rosto
e caem ao chão sementes
germinando futuros.
(Fabio Rocha)
me dói ao cair
no entanto verdes lagartas
escalam o prédio antigo
cinza
e preenchem vidros quebrados
com crisálidas de tábua.
Crianças atiram pedras
no prédio impassível de meu rosto
e caem ao chão sementes
germinando futuros.
(Fabio Rocha)
PRALARVAS agora com imagem
terça-feira, 15 de abril de 2008
PERIGO: FILOSOFIA SEM VIDA
Não leio um poema
sou o poema
Não vejo um filme
sou o personagem
Não leio um filósofo
penso como ele
Caso contrário não me interessa
Tenho pressa
E me vejo agora triste
diante desse Nietzsche
metódico-dogmático-difícil
e inútil para a vida prática
que nasce em aulas tão convincentes
(Fabio Rocha)
sou o poema
Não vejo um filme
sou o personagem
Não leio um filósofo
penso como ele
Caso contrário não me interessa
Tenho pressa
E me vejo agora triste
diante desse Nietzsche
metódico-dogmático-difícil
e inútil para a vida prática
que nasce em aulas tão convincentes
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 11 de abril de 2008
ECO-ENGANO
quando os filhos de nossos políticos
atropelados
forem atendidos em hospitais públicos
por irem ao colégio público de bicicleta
a fim de salvar a natureza
teremos uma chance
(Fabio Rocha)
COMO ESTIMULAR O TRANSPORTE COLETIVO CONSIDERANDO-SE AS OBSERVAÇÕES ABAIXO?
- Custo para ir de Higienopólis para o Maracanã cinco vezes por semana de carro a gás 1.0, com ar condicionado, ouvindo CDs, em 25 minutos, em dias de trânsito pior: menos de R$ 20,00;
- Custo para ir de Higienopólis para o Maracanã cinco vezes por semana de metrô, suando na linha 2 hiperlotada (poucos trens aumentam o lucro deles) e quente, suando na correria humana como um gado, da troca de linha na estação de Estácio, e suando na linha 1 hiperlotada e não tão quente, obviamente o tempo todo em pé e espremido e com dificuldade respiratória e com tendência a síndrome do pânico, ouvindo os gritos das grávidas quase parindo por falta de espaço, em 40 minutos: mais de R$ 25,00.
OBSERVAÇÃO RELEVANTE: O metrô do Rio de Janeiro é o mais caro do Brasil (R$ 2,60) e acaba de ter aumento.
Aproveitando o tópico reclamativo-denunciativo sobre o Rio de Janeiro, falemos sobre a dengue: há anos não vejo passar mais um carro anti-mosquito - fumacet, fummassê, fumacet - (a não ser nos condomínios que pagam) e não batem mais aqui em casa os caras que colocavam o pozinho anti-larvas nos vasos e ralos e ainda anotavam num papelzinho grudado na porta sobre as visitas. Mas nosso governo deve estar usando algo mágico agora para prevenir a dengue. Estou tranquilo para 2009.
E a UERJ? Como não falar da UERJ com bolsas para alunos (R$ 190,00) e salários de professores e funcionários sem aumento há mais de 8 anos? Não se faz mais greve lá esse ano simplesmente porque há 8 anos se faz greve e nada adianta, só prejudicando o próprio ensino, mas continua o mesmo absurdo.
(Fabio Rocha)
atropelados
forem atendidos em hospitais públicos
por irem ao colégio público de bicicleta
a fim de salvar a natureza
teremos uma chance
(Fabio Rocha)
COMO ESTIMULAR O TRANSPORTE COLETIVO CONSIDERANDO-SE AS OBSERVAÇÕES ABAIXO?
- Custo para ir de Higienopólis para o Maracanã cinco vezes por semana de carro a gás 1.0, com ar condicionado, ouvindo CDs, em 25 minutos, em dias de trânsito pior: menos de R$ 20,00;
- Custo para ir de Higienopólis para o Maracanã cinco vezes por semana de metrô, suando na linha 2 hiperlotada (poucos trens aumentam o lucro deles) e quente, suando na correria humana como um gado, da troca de linha na estação de Estácio, e suando na linha 1 hiperlotada e não tão quente, obviamente o tempo todo em pé e espremido e com dificuldade respiratória e com tendência a síndrome do pânico, ouvindo os gritos das grávidas quase parindo por falta de espaço, em 40 minutos: mais de R$ 25,00.
OBSERVAÇÃO RELEVANTE: O metrô do Rio de Janeiro é o mais caro do Brasil (R$ 2,60) e acaba de ter aumento.
Aproveitando o tópico reclamativo-denunciativo sobre o Rio de Janeiro, falemos sobre a dengue: há anos não vejo passar mais um carro anti-mosquito - fumacet, fummassê, fumacet - (a não ser nos condomínios que pagam) e não batem mais aqui em casa os caras que colocavam o pozinho anti-larvas nos vasos e ralos e ainda anotavam num papelzinho grudado na porta sobre as visitas. Mas nosso governo deve estar usando algo mágico agora para prevenir a dengue. Estou tranquilo para 2009.
E a UERJ? Como não falar da UERJ com bolsas para alunos (R$ 190,00) e salários de professores e funcionários sem aumento há mais de 8 anos? Não se faz mais greve lá esse ano simplesmente porque há 8 anos se faz greve e nada adianta, só prejudicando o próprio ensino, mas continua o mesmo absurdo.
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 10 de abril de 2008
REINVENTANDO QUINTANA - UM POEMA ERUPTIVO
em cada ponta de ilha imaginária
um vulcão
sobrevejo pássaros brancos de fumaça
e sinto que os passos passam
mas o vôo não
os passos nas pedras pesam
o coração dos muitos
seguidores de metas e futuros
mas lava quente
é rocha
no mar frio
ebulição
beijo de opostos
que liberta acima o fugaz
para ser pisada e lilás
triste, morna e fixa demais
só até a próxima explosão
(Fabio Rocha)
um vulcão
sobrevejo pássaros brancos de fumaça
e sinto que os passos passam
mas o vôo não
os passos nas pedras pesam
o coração dos muitos
seguidores de metas e futuros
mas lava quente
é rocha
no mar frio
ebulição
beijo de opostos
que liberta acima o fugaz
para ser pisada e lilás
triste, morna e fixa demais
só até a próxima explosão
(Fabio Rocha)
terça-feira, 8 de abril de 2008
DENGUE
sono interrompido
pinga mas não chove
dia noite cinza
oceano longe
rio submerso
todo apartamento
silenciosa tarde
matando resquícios
de deus e mosquitos
(Fabio Rocha)
pinga mas não chove
dia noite cinza
oceano longe
rio submerso
todo apartamento
silenciosa tarde
matando resquícios
de deus e mosquitos
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 3 de abril de 2008
sábado, 29 de março de 2008
POEMATIZANDO
Sim, talvez realmente seja uma idéia original minha, toda minha, comentar que a separação que Nietzsche percebe entre o Sagrado Deus e o nosso mundo vil e real se reflita nas profissões: o Dr. Médico de letra difícil e o paciente analfabeto, o Dr. Filósofo incompreensível e o leitor do Mundo de Sofia, o Dr. Advogado com o Dom da Palavra e o pobre cliente leigo...
(Fabio Rocha)
(Fabio Rocha)
Marcadores:
crítica social,
filosofia,
poemas filosóficos,
poesia,
prosa
quinta-feira, 13 de março de 2008
AO AMIGO CORTADO
que lhe brote muito verde
lhe visite muito novo
e a lembrança da seiva
não seja
desta última faca
enferrujada de velhice
mas apenas
das épocas
de bons frutos
(Fabio Rocha)
lhe visite muito novo
e a lembrança da seiva
não seja
desta última faca
enferrujada de velhice
mas apenas
das épocas
de bons frutos
(Fabio Rocha)
sábado, 1 de março de 2008
INSÔNIA
névoa do mar
no poste
vermelhando o ar
som de rugidos:
ondas ao longe
vencidos em algum lugar partido
luzes tristes
iluminam desse lado do absurdo
noites antigas
de dragões em vultos
(Fabio Rocha)
no poste
vermelhando o ar
som de rugidos:
ondas ao longe
vencidos em algum lugar partido
luzes tristes
iluminam desse lado do absurdo
noites antigas
de dragões em vultos
(Fabio Rocha)
Assinar:
Postagens (Atom)