Quantos mosquitos
podem caber
no vazio deste poema?
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
sábado, 11 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
COROLÁRIO: SUBLIM(IN)AR
do fundo de meu
vocabulário
esconjuro a palavra mágica
esquecida no escuro
pro futuro estrangeiro
da folha clara:
vela da barcaça ao vento
lençol no varal antigo
capa vermelha do que não sou
mas sobre esse mar de olhos
superman voo
(Fabio Rocha)
vocabulário
esconjuro a palavra mágica
esquecida no escuro
pro futuro estrangeiro
da folha clara:
vela da barcaça ao vento
lençol no varal antigo
capa vermelha do que não sou
mas sobre esse mar de olhos
superman voo
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 9 de julho de 2009
SIBILO
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terça-feira, 7 de julho de 2009
EM TERAPIA - LATA UM
No espaço interstício
entre o desprazer e o vício
reclamo.
Reclamo como o cão
confinado na varanda
do apartamento ao sol ali em frente
ladrando quadrados constantes
na falta de opção.
Eu
no entanto
no teto do ser
tenho várias...
(Quais?)
De qualquer grupo
(nefasto?)
me afasto
(não pasto)
e reclamo:
(não amo)
a solidão.
(Fabio Rocha)
entre o desprazer e o vício
reclamo.
Reclamo como o cão
confinado na varanda
do apartamento ao sol ali em frente
ladrando quadrados constantes
na falta de opção.
Eu
no entanto
no teto do ser
tenho várias...
(Quais?)
De qualquer grupo
(nefasto?)
me afasto
(não pasto)
e reclamo:
(não amo)
a solidão.
(Fabio Rocha)
segunda-feira, 29 de junho de 2009
FILHO HOMEM ou TO BE THE BATMAN
Nascemos sob o peso dos heróis
que nossos pais não foram
Crescemos em tamanho
e tempo
Reproduzimo-nos
buscando no ato amargo
o heroísmo que nos falta
(transmitindo, assim
a herança silenciosa
dos heróis que não seremos)
Morremos
com
esperança
(Fabio Rocha)
que nossos pais não foram
Crescemos em tamanho
e tempo
Reproduzimo-nos
buscando no ato amargo
o heroísmo que nos falta
(transmitindo, assim
a herança silenciosa
dos heróis que não seremos)
Morremos
com
esperança
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 25 de junho de 2009
LA CARTA
Venho por meio destra fechada
através de uma boca imovente
querendo mastigar seus próprios dentes
e de um ver enegrecido
ruminar mais um gemido
que não lhe direi
(nem entenderei).
Através de seu silêncio primeiro
odeio
todos os silêncios
implicitamente reprovativos
os olhares fugidios de quaisquer olhos também calados
onde só verei defeitos
(como vingança)
paciência
e passividade revoltante
e tão interminável
quanto o seu silêncio.
Nem herói nem vilão
nem amigo nem inimigo
nem vivo nem morto.
Sem voz.
E quando o seu silêncio
o seu silêncio
(o seu silêncio)
for final
ainda assim, calado eu
(e mau)
ao lado de seu sono real e fechado
meus olhos abertos também silenciarão
como tão bem
aprenderam.
O meu silêncio
e minha raiva
que espalho
pro mundo
pra vida
pros outros.
(Fabio Rocha)
através de uma boca imovente
querendo mastigar seus próprios dentes
e de um ver enegrecido
ruminar mais um gemido
que não lhe direi
(nem entenderei).
Através de seu silêncio primeiro
odeio
todos os silêncios
implicitamente reprovativos
os olhares fugidios de quaisquer olhos também calados
onde só verei defeitos
(como vingança)
paciência
e passividade revoltante
e tão interminável
quanto o seu silêncio.
Nem herói nem vilão
nem amigo nem inimigo
nem vivo nem morto.
Sem voz.
E quando o seu silêncio
o seu silêncio
(o seu silêncio)
for final
ainda assim, calado eu
(e mau)
ao lado de seu sono real e fechado
meus olhos abertos também silenciarão
como tão bem
aprenderam.
O meu silêncio
e minha raiva
que espalho
pro mundo
pra vida
pros outros.
(Fabio Rocha)
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
REDE
Um corpo todo cérebro
conectado a outros
tristes e ensimesmados.
Um cérebro todo razão.
Boa noite.
Repetição e tédio.
(Fabio Rocha)
conectado a outros
tristes e ensimesmados.
Um cérebro todo razão.
Boa noite.
Repetição e tédio.
(Fabio Rocha)
terça-feira, 23 de junho de 2009
PAIXÃO
Entre o impossível e o sonho
cabe a arte
essa atividade maior dentro
menos que supérflua fora
no meio de tanto jornalismo morto
esse lirismo perdido e vivo
uma teimosia, uma resistência, um vírus, um acidente
onde apatia e conformismo é norma
entre tantos entretantos e seres sem tempo de fazer um mundo melhor
tentando roubar o seu dinheiro das mais diversas formas.
(Fabio Rocha)
cabe a arte
essa atividade maior dentro
menos que supérflua fora
no meio de tanto jornalismo morto
esse lirismo perdido e vivo
uma teimosia, uma resistência, um vírus, um acidente
onde apatia e conformismo é norma
entre tantos entretantos e seres sem tempo de fazer um mundo melhor
tentando roubar o seu dinheiro das mais diversas formas.
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 19 de junho de 2009
CICLOS
O sol
irremediavelmente
volta
por trás dos versos negros
e sobe às bocas
ciclicamente
brilha vontade
alegria
amar-elo.
(Fabio Rocha)
irremediavelmente
volta
por trás dos versos negros
e sobe às bocas
ciclicamente
brilha vontade
alegria
amar-elo.
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 17 de junho de 2009
NOVO QUENTE
sexta-feira, 12 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
DANÇA
Para Stella
Alisar partes do parto sem partir
sem parir
sem Paris
nem querer partir jamais
mão no coração
e mais
e mais
palavras vermelhas de língua
proximidade
contornos que se tocam
indefinidos braços
indefinidos traços
indefinindo-se mais
e mais
nas voltas
rodopios e revoltas
misturando-se.
(Fabio Rocha)
Alisar partes do parto sem partir
sem parir
sem Paris
nem querer partir jamais
mão no coração
e mais
e mais
palavras vermelhas de língua
proximidade
contornos que se tocam
indefinidos braços
indefinidos traços
indefinindo-se mais
e mais
nas voltas
rodopios e revoltas
misturando-se.
(Fabio Rocha)
terça-feira, 9 de junho de 2009
ABUTRE: O HOMEM
jurar a jubarte
de morte
de arte
judiar a jubarte
juba de jujuba
inexistente e doce
júbilo em marte
a jubarte
que voa no vácuo
vermelho de sangre
planeta com rosto
sorrindo de triste
(Fabio Rocha)
de morte
de arte
judiar a jubarte
juba de jujuba
inexistente e doce
júbilo em marte
a jubarte
que voa no vácuo
vermelho de sangre
planeta com rosto
sorrindo de triste
(Fabio Rocha)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
RETRATO CIDADE
O dia se abre
janela de tempo
e possibilidade.
Dardos solares
iluminuram
universos
não dados.
Dentro de casas com mosquitos invertebrados
janelas, portas e paredes
descontentes crônicos
anseiam além.
(Fabio Rocha)
janela de tempo
e possibilidade.
Dardos solares
iluminuram
universos
não dados.
Dentro de casas com mosquitos invertebrados
janelas, portas e paredes
descontentes crônicos
anseiam além.
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 5 de junho de 2009
SAUDADE
Para Carmen Santos
Me preparo
pro funeral
de minha avó
sob o silêncio
de dez mil canções tristes.
O passado
abraça suave
e se despede arredio.
(Fabio Rocha)
Me preparo
pro funeral
de minha avó
sob o silêncio
de dez mil canções tristes.
O passado
abraça suave
e se despede arredio.
(Fabio Rocha)
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