"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Ah, tenho que contar :) CMB
Putz, passei em PRIMEIRO lugar pra Casa da Moeda do Brasil - Gestão. Pri-mei-ro. Primeira vez na vida que passo para algo em primeiro. :) Acertei 95% da prova. A sensação não é ruim. Saí dos meus 70% tradicionais desde o colégio e vestibulares. :) (Às vezes 50%...) :P
(Fabio Rocha)
P.S.: Saí no www.retadechegada.com.br , site da professora Mônica Roberta. Aliás, foram as aulas que mais me ajudaram nessa conquista. Recomendo fortemente, pro pessoal de Administração que quer bons resultados nos concursos públicos...
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
POSSO
"Um menino caminha e caminhando chega no muro" - Toquinho (Aquarela)
"All in all it's just another brick in the wall" - Roger Waters (Another Brick in the Wall)
o mar é manso
caminho
passos leves
encosto as mãos
nos muros de sempre
mágico não era o amor de um dia
fora de mim
mas o meu amar que revivia
os muros sempre duros
sempre lá
os muros passados
muros futuros
sem murros
consigo novamente derrubar
caminho sorrindo
a música do silêncio
e a poesia dorme
descoberta
(Fabio Rocha)
"All in all it's just another brick in the wall" - Roger Waters (Another Brick in the Wall)
o mar é manso
caminho
passos leves
encosto as mãos
nos muros de sempre
mágico não era o amor de um dia
fora de mim
mas o meu amar que revivia
os muros sempre duros
sempre lá
os muros passados
muros futuros
sem murros
consigo novamente derrubar
caminho sorrindo
a música do silêncio
e a poesia dorme
descoberta
(Fabio Rocha)
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
ENCONTRO
o sol
piando suave
entre árvores
fogo:
as asas
do pássaro
passos lentamente
braços
disfarçadamente
abertos
minhas mãos
cantando
sua pele
(Fabio Rocha)
piando suave
entre árvores
fogo:
as asas
do pássaro
passos lentamente
braços
disfarçadamente
abertos
minhas mãos
cantando
sua pele
(Fabio Rocha)
TROCA
A poesia é invendável:
não vende
não se vende
não se venda.
A poesia é ininventável:
não deixa de ser vento
jamais.
A poesia é inevitável.
(Fabio Rocha)
não vende
não se vende
não se venda.
A poesia é ininventável:
não deixa de ser vento
jamais.
A poesia é inevitável.
(Fabio Rocha)
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
VER HÃO
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
TE ME LENDO, JULIA PASTORE
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
EXCALIBUR
Chegou o final da guerra
e o silêncio amplia os campos.
Na beira do oceano
sem nenhum cavalo ou dragão
sinto o peso de Excalibur pela última vez.
Ela
quer
o
mar.
Deixo-a ir.
Seu vôo de giros e brilhos
parece lento e musical.
As águas se abrindo para recebê-la
levam também
(lavam também)
minha alma.
(Fabio Rocha)
e o silêncio amplia os campos.
Na beira do oceano
sem nenhum cavalo ou dragão
sinto o peso de Excalibur pela última vez.
Ela
quer
o
mar.
Deixo-a ir.
Seu vôo de giros e brilhos
parece lento e musical.
As águas se abrindo para recebê-la
levam também
(lavam também)
minha alma.
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
DE NÚBIA
núbia de nuvens
de nuvens todos
os nossos sonhos
somos núcleos de nuvens imaginárias
leves leves tão leves
que a sombra da pena da asa
do mais leve pássaro
passando rente
desmancharia em chuva
ou em choro
toda a sua branquidão
(dilúvio)
(Fabio Rocha)
de nuvens todos
os nossos sonhos
somos núcleos de nuvens imaginárias
leves leves tão leves
que a sombra da pena da asa
do mais leve pássaro
passando rente
desmancharia em chuva
ou em choro
toda a sua branquidão
(dilúvio)
(Fabio Rocha)
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
POESIA CONCRETO
O concreto do caminhão
mata o mato
em tábuas.
Plantas de todas as regiões
cada vez mais
mortas
moldam prédios
mortos
só até a massa acordar.
Vida cinza.
O homem concreto vai sério
ocupado
carrega consigo
numa mala preta e quadrada:
pressa, não ser, não saber e não poder.
Vida longa minimizando riscos:
cresce, reproduz os pais
e morre na paz de nosso senhor Jesus Cristo.
(Fabio Rocha)
mata o mato
em tábuas.
Plantas de todas as regiões
cada vez mais
mortas
moldam prédios
mortos
só até a massa acordar.
Vida cinza.
O homem concreto vai sério
ocupado
carrega consigo
numa mala preta e quadrada:
pressa, não ser, não saber e não poder.
Vida longa minimizando riscos:
cresce, reproduz os pais
e morre na paz de nosso senhor Jesus Cristo.
(Fabio Rocha)
domingo, 6 de dezembro de 2009
LIBERA
é possível tossir?
Pintassilgos silvam
em silveiras e silvas e lulas sem dedo...
Políticos roubam
e pessoam se reproduzem.
Simples.
É a ordem das coisas em ordem...
Tanta coisa a mim muitíssimo interessante...
Quantas libélulas
é possível tossir?
Não estou bem não, não é?
Será meu colesterol?
Meus triglicerídeos?
Onde estão os doutores de branco
cheios de respostas?
Esse ano não tive ainda glaucoma
mas cuspi libélulas
pensando em centopéias
mês sim
mês não.
(Será a fibromialgia psicossomática? Eram os deuses astronautas?)
O poeta é um psicossomatizador, Pessoa...
Psicossomatiza tão completamente
que chega a fingir que é cor
a mor que deveras sente.
(Fabio Rocha)
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domingo, 8 de novembro de 2009
JÁ HÁ MEIOS?
já amei
com raiva
já amei
sem raiva
já amei
partido
já amei
chegando
já amei
chorando
já amei
sorrindo
já amei
alado
já amei
caindo
já amei
demais:
jamais
amarei
em cheio
(Fabio Rocha)
com raiva
já amei
sem raiva
já amei
partido
já amei
chegando
já amei
chorando
já amei
sorrindo
já amei
alado
já amei
caindo
já amei
demais:
jamais
amarei
em cheio
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
A MEDIANA VIDA DURANTE AULAS CHATAS
dados os dados
sobre dados ordenados
vagos e vazios
vesgo vejo o nada
pela janela
vago e divago
porque divagando me movo
pra fora daqui
enquanto a vida me joga dados
agrupados
em intervalos interquartílicos
(Fabio Rocha)
sobre dados ordenados
vagos e vazios
vesgo vejo o nada
pela janela
vago e divago
porque divagando me movo
pra fora daqui
enquanto a vida me joga dados
agrupados
em intervalos interquartílicos
(Fabio Rocha)
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