Enquanto todo o grande mundo
dorme mal
come mal
toma remédios
e faz compras demais
(por não conhecer seu desejo)
a vida
(a mesma vida sempre outra)
é cada vez menos viva.
Falta tempo falta tempo falta tempo faltatem
Artifício-all
arte: ofício
ao
excelentíssimo senhor político com seu sorriso falso
que entope os ralos das cidades alagadas
no intuito único de entupir os bolsos se eleito.
Se eleito vereador...
se eleito presidente...
se eleito dor...
se eleito dente...
Artifício-all!
Vida igual a criar-te:
Rara substância
rara parte
destes teres humanos.
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
sábado, 27 de setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
DA CRIATIVIDADE
Os cantos
de quinze minutos
das baleias jubarte
cruzam milhares de quilômetros
de águas frias
há milhões de anos...
E o ser humano desperdiçando vidas inteiras
(de apenas 100 anos)
sem criar nada
destruindo o mundo
nessa literalidade
seca.
(Fabio Rocha)
de quinze minutos
das baleias jubarte
cruzam milhares de quilômetros
de águas frias
há milhões de anos...
E o ser humano desperdiçando vidas inteiras
(de apenas 100 anos)
sem criar nada
destruindo o mundo
nessa literalidade
seca.
(Fabio Rocha)
Marcadores:
criar,
crítica social,
ecologia,
melhores poemas,
poesia
terça-feira, 16 de setembro de 2008
DESEMPREGO
Conscientemente
abro mão do ter
pelo tempo
e ser
e ser.
Mesmo que não seja nada
uma hora
contemplando
uma árvore
imaginária.
Mesmo que não seja nada
rever aquele belo filme
por duas horas.
Mesmo que não seja nada
gastar três horas
fazendo absolutamente nada
e descansar por oito horas.
Mesmo que não seja nada
escrever sem prazo
comer sem prazo
foder sem prazo...
Mesmo que não sejamos nada...
Todo o meu tempo é meu agora.
(Fabio Rocha)
abro mão do ter
pelo tempo
e ser
e ser.
Mesmo que não seja nada
uma hora
contemplando
uma árvore
imaginária.
Mesmo que não seja nada
rever aquele belo filme
por duas horas.
Mesmo que não seja nada
gastar três horas
fazendo absolutamente nada
e descansar por oito horas.
Mesmo que não seja nada
escrever sem prazo
comer sem prazo
foder sem prazo...
Mesmo que não sejamos nada...
Todo o meu tempo é meu agora.
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
UERJ - REITORIA OCUPADA
se o mundo
não muda nada por bem
vamos na porrada
(Fabio Rocha)

Após anos e anos de péssimos governos no Rio de Janeiro (Garotinho, Rosinha e agora o vai Serginho), o estado da UERJ é o seguinte: professores, funcionários e alunos (bolsistas) sem reajuste salarial há quase 10 anos, salas sem portas, ventiladores de teto caindo, caixas servindo de lixeiras pelos corredores, banheiros sem condições de uso, elevadores que não se pode chamar apertando botões, mas apenas gritando (o que tende a atrapalhar bastante as aulas nas salas sem portas) etc. etc.
E pela primeira vez estou com esperança de que vamos conseguir algo mais do que a greve (que nunca deu em nada), graças à adesão dos estudantes, que acabam de invadir a reitoria. Tenho amigos que até estão dormindo lá. Fica aqui meu apoio...
(Fabio Rocha)
não muda nada por bem
vamos na porrada
(Fabio Rocha)

Após anos e anos de péssimos governos no Rio de Janeiro (Garotinho, Rosinha e agora o vai Serginho), o estado da UERJ é o seguinte: professores, funcionários e alunos (bolsistas) sem reajuste salarial há quase 10 anos, salas sem portas, ventiladores de teto caindo, caixas servindo de lixeiras pelos corredores, banheiros sem condições de uso, elevadores que não se pode chamar apertando botões, mas apenas gritando (o que tende a atrapalhar bastante as aulas nas salas sem portas) etc. etc.
E pela primeira vez estou com esperança de que vamos conseguir algo mais do que a greve (que nunca deu em nada), graças à adesão dos estudantes, que acabam de invadir a reitoria. Tenho amigos que até estão dormindo lá. Fica aqui meu apoio...
(Fabio Rocha)
terça-feira, 9 de setembro de 2008
UM ENCONTRO
um poema bom
te toca
e te faz tocar
instrumentos de silêncio
na mais barulhenta realidade
(Fabio Rocha)
te toca
e te faz tocar
instrumentos de silêncio
na mais barulhenta realidade
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
IN_VENTO
Ser
como a sala 9053-F da UERJ
sem duras portas que perdurem fechadas:
o vento vem
leve
o vento vem
alegre
e o vento vence.
(Fabio Rocha)
como a sala 9053-F da UERJ
sem duras portas que perdurem fechadas:
o vento vem
leve
o vento vem
alegre
e o vento vence.
(Fabio Rocha)
Marcadores:
ar,
liberdade,
melhores poemas,
peso e leveza,
poesia,
vento
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
MUT-AÇÃO ou O LADO BOM DA FILOSOFIA
Enquanto nos protegemos com definições e conhecimentos
limitações e pensamentos corretos e verdadeiros
a mudança vence e fica (e muda).
O mundo quer que você pareça feliz e com sucesso
que pague em dia seus impostos e juros bancários
(e vá ao zoológico aos domingos com a família dar pipoca aos macacos)
enquanto te molda como barro:
povo é público-alvo
cidadão é consumidor
eleitor vota no melhor marketing
e o nome-próprio que te define aparece nos telejornais logo acima de sua profissão
(apenas um pouco maior).
- O que eu procuro são seres humanos!
Quero voltar meus olhos
(coração desperto)
apenas para onde nada será como era antes.
Vencer o medo
é vencer o mesmo.
(Fabio Rocha)
(inspirado de novo na aula do professor Ivair Coelho Lisboa Itagiba)
limitações e pensamentos corretos e verdadeiros
a mudança vence e fica (e muda).
O mundo quer que você pareça feliz e com sucesso
que pague em dia seus impostos e juros bancários
(e vá ao zoológico aos domingos com a família dar pipoca aos macacos)
enquanto te molda como barro:
povo é público-alvo
cidadão é consumidor
eleitor vota no melhor marketing
e o nome-próprio que te define aparece nos telejornais logo acima de sua profissão
(apenas um pouco maior).
- O que eu procuro são seres humanos!
Quero voltar meus olhos
(coração desperto)
apenas para onde nada será como era antes.
Vencer o medo
é vencer o mesmo.
(Fabio Rocha)
(inspirado de novo na aula do professor Ivair Coelho Lisboa Itagiba)
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
NOT TO BE
Marcadores:
doença,
melhores poemas,
não-dito,
poemas psi,
poemas revoltados,
poesia,
poetrix
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
ALEGRIA: ENCONTRO
Hoje quando vi
tinha me reinventado
alegre.
Um milagre inconsciente
imprevisível
incalculável.
Estar entre outros
não tão diferentes
não tão inimigos
não tão distantes...
(Nona sinfonia
encontrando
Beethoven jovem
surdo da razão.)
E
quando vi
estava ali
o arcabouço da alegria
fundamentado no despreparo
apoiado no sorriso não planejado
do grande outro.
(Fabio Rocha)
tinha me reinventado
alegre.
Um milagre inconsciente
imprevisível
incalculável.
Estar entre outros
não tão diferentes
não tão inimigos
não tão distantes...
(Nona sinfonia
encontrando
Beethoven jovem
surdo da razão.)
E
quando vi
estava ali
o arcabouço da alegria
fundamentado no despreparo
apoiado no sorriso não planejado
do grande outro.
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
OUVINDO MANOEL
Faz-me falta uma fazenda.
Um terra qualquer onde não semear
de modo que não brotem metas
de grãos científicos foneticamente controlados.
Um lugar tranqüilo
de juntar amigos e amores
ouvir riachos
e colher palavras.
Faz-me falta amigo
(verdade seja dita).
Mas, antes de tudo
faz-me falta a falta...
(Fabio Rocha)
Um terra qualquer onde não semear
de modo que não brotem metas
de grãos científicos foneticamente controlados.
Um lugar tranqüilo
de juntar amigos e amores
ouvir riachos
e colher palavras.
Faz-me falta amigo
(verdade seja dita).
Mas, antes de tudo
faz-me falta a falta...
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Boas Notícias - Meu poema do Brasil ao Japão XD
A Editora Opet de Curitiba, que produz material didático para o ensino básico destinado às escolas conveniadas no Brasil e no Japão e, também, para o ensino à distância, recentemente aprovado pelo MEC, me pediu para reproduzir meu poema AUTO-RETRATO em seu material (Produção de Texto, 7ª série, 73/74, 2.º bimestre), pagando os direitos autorais, tudo de forma simpática e correta. Aí está a página 5 do livro que acabo de receber pelos correios:

Adoro a idéia de meu poeminha sendo lido por jovens estudantes aqui e no Japão. :)
OBS: Outras paisagens por onde já passaram meus versos aqui.
(Fabio Rocha)
Adoro a idéia de meu poeminha sendo lido por jovens estudantes aqui e no Japão. :)
OBS: Outras paisagens por onde já passaram meus versos aqui.
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 31 de julho de 2008
DESISTÊNCIA
Não quero mais ver nada
quero o silêncio das coisas desligadas
e chorar com a tristeza
de filmes que parecem tristes
quando estou triste.
(Fabio Rocha)
quero o silêncio das coisas desligadas
e chorar com a tristeza
de filmes que parecem tristes
quando estou triste.
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 23 de julho de 2008
LAMÚRIA
Se um cientista contente me disser
que o continente da Lemuria
definitivamente nunca existiu
perguntarei vingativo
quando houve algo definitivo
no que chamam de Ciência.
(Fabio Rocha)
que o continente da Lemuria
definitivamente nunca existiu
perguntarei vingativo
quando houve algo definitivo
no que chamam de Ciência.
(Fabio Rocha)
Assinar:
Postagens (Atom)