Meu coração é menor que o mundo.
Muito menor.
O mundo é grande
e cheio de desafios
que não quero vencer.
Meu peito
é cheio
de ansiedade
dor
e ar.
O que me faz andar...
Cheio de falta.
Me falta dinheiro, aliás.
No peito,
sobra vazio.
Não tenho meta
mas sou poeta...
Ando
pela praia
pela casa
pela vida
sozinho e manco.
(Fabio Rocha)

3 comentários:
Quando li os poemas postados recentemente, senti dor. Procurei então algo que talvez pudesse aliviá-lo. Não encontrei em mim palavras, então procurei dentre as de meu poeta preferido. Duas citações, duas pequenas estrofes de dois poemas dele. Creio que, colocadas juntas, mostram uma pergunta, e uma resposta a seu (nosso, ousaria dizer) dilema.
"Caminho
sozinho
todos os dias
e não chego a achar
um alguém, um lugar
onde pendurar
minha última esperança."
"Não tenho meta
mas sou poeta..."
E, ousando citar mais ainda, um poema completo, que creio responder exatamente quem somos, e exatamente o que é que nunca nos falta, nunca nos abandona. Algo que, como diria Nietzsche, justifica a vida.
"Corte
Tenho sorte.
Ao menos tento forte
(mesmo que não acerte)
fazer do ócio, arte.
O tempo curto - corte.
Sem vida - morte."
Ja-ne. Somos poetas, e temos a poesia. Esta, exatamente esta, é nossa única verdade.
É, meu amigo... Não ando sozinho não. Obrigado, cara!
Putz, Moisés, reli e só resta agradecer de novo... Seu poeta preferido... Putz, cara! :) (olhos marejados)
Postar um comentário