o poema nasce
da fome de sentido
- meditaste, menino?
o poema infindo
lindo de ser e não sendo
somos nós sorrindo e sofrendo
na vida que vamos
(exatamente)
vivendo
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
domingo, 16 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
pedAços de um que não fiZ
ADIO O poema que não me dorme
Desejo pousar a mão enorme
Na pele mais proibida
Que vejo
Percevejo a paz de ser cego
e em Santa CRUzzzzzzz CHOve
*
palavras e águas
escorrem
em muros brancos velhos meio tortos
limo da infância que não há
pomba branca
madrugada escura
não HÁ cura
perco poemas na rua
*
medito e não medito
do meio disso o interdito
interestadual ônibus feira depois
que nunca chega
*
adio há dias
meses
vidas
*
MAIÚSCULA voz que não digo
tudo de que não saio
saia que não depende de mim
no entanto
olhos que vêem
fora do agora
só agonia
ANESTESIO um poema
que me anestesia
*
pensamento acelerado por
dormir pouco pra curtir a vida
dormir mal sobre a omoplata vencida
dormir torto pra melhorar a coluna
procurar motivos por dormir mal
e sonhar com ela beijando outro
*
o pólipo do poliamor é benigno
deve ser cortado sem risco
calculado sem anestesias
vivido em fuga
fugido em vida
correndo, correndo
atrás de um rabo
ou um cargo
ou um míssil que exploda esta bosta toda
que CALO
(Fabio Rocha)
Desejo pousar a mão enorme
Na pele mais proibida
Que vejo
Percevejo a paz de ser cego
e em Santa CRUzzzzzzz CHOve
*
palavras e águas
escorrem
em muros brancos velhos meio tortos
limo da infância que não há
pomba branca
madrugada escura
não HÁ cura
perco poemas na rua
*
medito e não medito
do meio disso o interdito
interestadual ônibus feira depois
que nunca chega
*
adio há dias
meses
vidas
*
MAIÚSCULA voz que não digo
tudo de que não saio
saia que não depende de mim
no entanto
olhos que vêem
fora do agora
só agonia
ANESTESIO um poema
que me anestesia
*
pensamento acelerado por
dormir pouco pra curtir a vida
dormir mal sobre a omoplata vencida
dormir torto pra melhorar a coluna
procurar motivos por dormir mal
e sonhar com ela beijando outro
*
o pólipo do poliamor é benigno
deve ser cortado sem risco
calculado sem anestesias
vivido em fuga
fugido em vida
correndo, correndo
atrás de um rabo
ou um cargo
ou um míssil que exploda esta bosta toda
que CALO
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
aspartame
nem o amargo do aspargo
nem o doce do açúcar:
queremos tomar veneno
e emagrecer saudáveis
(Fabio Rocha)
nem o doce do açúcar:
queremos tomar veneno
e emagrecer saudáveis
(Fabio Rocha)
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
tá
o meu amor lê Carta Capital
cá bem debaixo da omoplata esquerda
às vezes sonhamos
às vezes tememos
o final
dobrando a esquina das certezas…
mas seguimos
rindo
todas as forças da natureza
(Fabio Rocha)
cá bem debaixo da omoplata esquerda
às vezes sonhamos
às vezes tememos
o final
dobrando a esquina das certezas…
mas seguimos
rindo
todas as forças da natureza
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
placa ao poeta na jaula
favor não alimentar
as
ilusões
(Fabio Rocha)
as
ilusões
(Fabio Rocha)
faróis
se olhos vêm na direção contrária
de encontro direto ao coração
brilhando milagre abissal
freio de mão:
desvio ao real
que todo encanto padrão
tem pressa de passar
(e mal)
(Fabio Rocha)
de encontro direto ao coração
brilhando milagre abissal
freio de mão:
desvio ao real
que todo encanto padrão
tem pressa de passar
(e mal)
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
ontem fiz yoga (ou sobre o nadar em vez de boiar)
hoje vou fazer meu poema mais longo
porque o vento induz falésias que nunca vi
e eu, cheio de falhas
escondendo as facas de mim mesmo
não deixo meu canto ser luz
na beira do abismo há o mar
mar de sonhos
os pais por perto em água
tento entender, tocar, fotografar
e não alcanço
nem no oceano
um estado molhado de ser.
nem vou alcançar
enquanto tentar alcançar.
nem vou alcançar, talvez, nunca…
(enquanto isso, fotografo meu sorriso mais falso)
tento de novo
sonho de novo
tonto de novo
os silêncios
contaminando de escuridão
a luz da vela derretida
medito com minha risada
e ouvindo a minha manca risada
antes de abrir os olhos
pareço um filme de terror
o sol lá fora virá
medito falando sem sentido
e logo me acostumo
a falar sem sentido
com hora marcada
duração premeditada
e a meditação vira um método
um hábito
um costume
um saco
medito tentando não buscar nada
não ser nada
não pensar nada
e já estou novamente tentando
medito para me contentar com o que é
mas isso nunca dura mais que uns 100 poemas sem poesia
(quase auto-ajuda doentia)
porque a poesia vive mesmo é quando você solta ela pelo mato
como um cão babando sem plumas nem travas
um cavalo com asas e coices
um passarinho emudecido
cinco sentidos sem sentido perdidos numa mulher…
enquanto isso,
seguro,
gasto os dias numa jaula quadrada
dentro de outra jaula quadrada
lendo um livro quadrado
que ensina técnicas de ser quadrado
e plano para daqui a cinco anos
(quando poderei soltar meu grito e não fazer nada longe de todos)
longe de quase todos
pois carinho é curvo e risco
e o verbo acarinhar
me liga ao impossível por um tempo
então gozo milagres
e é bom
e acaba
(talvez este não seja meu poema mais longo)
(Fabio Rocha)
porque o vento induz falésias que nunca vi
e eu, cheio de falhas
escondendo as facas de mim mesmo
não deixo meu canto ser luz
na beira do abismo há o mar
mar de sonhos
os pais por perto em água
tento entender, tocar, fotografar
e não alcanço
nem no oceano
um estado molhado de ser.
nem vou alcançar
enquanto tentar alcançar.
nem vou alcançar, talvez, nunca…
(enquanto isso, fotografo meu sorriso mais falso)
tento de novo
sonho de novo
tonto de novo
os silêncios
contaminando de escuridão
a luz da vela derretida
medito com minha risada
e ouvindo a minha manca risada
antes de abrir os olhos
pareço um filme de terror
o sol lá fora virá
medito falando sem sentido
e logo me acostumo
a falar sem sentido
com hora marcada
duração premeditada
e a meditação vira um método
um hábito
um costume
um saco
medito tentando não buscar nada
não ser nada
não pensar nada
e já estou novamente tentando
medito para me contentar com o que é
mas isso nunca dura mais que uns 100 poemas sem poesia
(quase auto-ajuda doentia)
porque a poesia vive mesmo é quando você solta ela pelo mato
como um cão babando sem plumas nem travas
um cavalo com asas e coices
um passarinho emudecido
cinco sentidos sem sentido perdidos numa mulher…
enquanto isso,
seguro,
gasto os dias numa jaula quadrada
dentro de outra jaula quadrada
lendo um livro quadrado
que ensina técnicas de ser quadrado
e plano para daqui a cinco anos
(quando poderei soltar meu grito e não fazer nada longe de todos)
longe de quase todos
pois carinho é curvo e risco
e o verbo acarinhar
me liga ao impossível por um tempo
então gozo milagres
e é bom
e acaba
(talvez este não seja meu poema mais longo)
(Fabio Rocha)
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
grafite
sonhar com pontes
e acordar com muros
solução sem soluçar:
pichar poemas no escuro
(Fabio Rocha)
e acordar com muros
solução sem soluçar:
pichar poemas no escuro
(Fabio Rocha)
sábado, 18 de agosto de 2012
céu de agosto
há um poema
enquanto o inverno goteja lento
o sol descendo no dourado
nuvens estupefatas com a imobilidade de tudo
num silêncio frio e calmo
há um poema enorme
(Fabio Rocha)
enquanto o inverno goteja lento
o sol descendo no dourado
nuvens estupefatas com a imobilidade de tudo
num silêncio frio e calmo
há um poema enorme
(Fabio Rocha)
sem visar o lucro
quando as pessoas acreditavam
ser possível mudar o mundo
o mundo mudava
(Fabio Rocha)
ser possível mudar o mundo
o mundo mudava
(Fabio Rocha)
terça-feira, 14 de agosto de 2012
inspiração divina
Deus
prefere
os ateus
(Fabio Rocha)
prefere
os ateus
(Fabio Rocha)
não fode
agora
só faço poesia
quando ela me explode
(Fabio Rocha)
só faço poesia
quando ela me explode
(Fabio Rocha)
domingo, 20 de maio de 2012
LONGE, LONGE roubado por Luciano Martini - Denúncia
LONGE, LONGE (poema do e-book CAMINHO A MANHÃ, registrado na Biblioteca Nacional e posteriormente publicado no livro CORTE*)
(A Drummond)
Ando, ando…
Bancos vazios
em corredores soturnos.
Prédios noturnos
me observam calados.
Rostos, vozes
tudo, tudo
longe, longe…
[O silêncio salta
faz piruetas e dança, invisível
pelo espaço intransponível
que separa eu de mim.
Não ouço meus passos
mas não importa
pois nem eu nem cada porta
por que passo
compreende esse trajeto.
Seguro
com as estrelas
o peso dos véus,
do escuro
e da ausência
inadmissível
intocável
intransponível
inassimilável.]
O vento venta
mas venta pouco.
Quem dera a paz…
Ventasse mais…
Ventasse mais!
E expulsasse
de minha mente enfumaçada
as centopéias indecifráveis
que me fazem não achar.
(Fabio Rocha – UERJ – 06/junho/2002)
*(A parte entre colchetes não entrou na versão musicada)
OBS.: Republicando o post de 2 de fevereiro de 2010, pra manter o poema inteiro e correto, pois o mesmo teve a autoria roubada e ainda foi alterado no final aqui e aqui. Olhem que tristeza:
quarta-feira, 16 de maio de 2012
os 140 caracteres do twitter vieram do telex nazista
mas a poesia
que cabe neles
alista
anti-soldados
(Fabio Rocha)
que cabe neles
alista
anti-soldados
(Fabio Rocha)
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